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Atualizado em 02/11/2016

Justiça determina que Estado indenize concursados da Susam de 2005

Justiça determina que Estado indenize concursados da Susam de 2005

MANAUS - O juiz Leoney Figliuolo Harraquian , titular da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Manaus, condenou o Estado do Amazonas ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, que serão divididos entre os candidatos aprovados dentro do número de vagas do concurso público de 2005, da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), e que não foram nomeados até o ajuizamento do processo.

 

A decisão foi disponibilizada no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última segunda-feira (31), no julgamento da Ação Civil Pública nº 0633942-61.2015.8.04.0001, movida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas.

 

Nos autos, o Estado contestou a ação do MP, mas, o concurso foi realizado, contudo, sem a nomeação dos candidatos aprovados dentro do número de vagas previstas: “Ao invés disso, preferiu litigar em Juízo em processo que transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal”, relata o magistrado.

 

Na decisão de mérito, o juiz destaca também que a Susam possui em seus quadros um alto número de terceirizados, em detrimento de candidatosregularmente aprovados, que aguardam há anos pela nomeação.


“A conduta do Estado do Amazonas certamente lesou moralmente essas pessoas, aborrecimentos e dissabores que transbordam, e muito, aos do cotidiano, logo merecem reparação moral”, afirma o magistrado na sentença.

 

Ainda em relação ao concurso de 2005, o juiz Leoney Harraquian lembra que já existe decisão à qual não cabe mais recurso obrigando o Estado a nomear os aprovados e que não cabe nova ordem da Vara para dizer o que já foi confirmado pelo STF. Segundo o magistrado, “cabe a execução da ordem proferida no Mandado de Segurança, e não a instalação de nova discussão judicial sobre o tema”.

Concurso de 2014

Quanto ao concurso de 2014, homologado em 2015, o juiz afirma que não há ilegalidade do Estado, pois o prazo para nomeação dos aprovados ainda está dentro do prazo e que não cabe ordem judicial para forçar a nomeação imediata ou qualquer outra providência.

D24am

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