DeAmazônia

MENU
Atualizado em 20/11/2019

Reconstituição do ‘Caso Flávio”, conclui que Mayc matou engenheiro

Policial daria susto no grupo em condomínio, mas plano terminou em tragédia

Reconstituição do ‘Caso Flávio”, conclui que Mayc matou engenheiro Reconstituição do caso Flávio no condomínio Passaredo ( foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Nesta segunda-feira (18/11), a Delegacia Especializada em Homicídios  e Sequestros (DEHS), realizou a reconstituição dos fatos que culminou na morte do engenheiro, Flávio Rodrigues dos Santos, 42, na noite de domingo, 29 de setembro.

 

Após ouvir depoimentos de todos os envolvidos a reconstituição do crime conclui que o lutador de MMA, Mayc Vinícius Teixeira Parede, foi quem assassinou o engenheiro, por volta das 22h30. O crime ocorreu num descampado fora do condomínio Passaredo, no Tarumã, em Manaus, em que reside Alejando Valeiko, filho da primeira dama de Manaus, Elisabeth Valeiko.

 

No depoimento, Mayc Parede confessou o assassinato e disse que, inicialmente, o PM Elizeu da Paz de Souza, havia se dirigido ao condomínio somente para dar ‘um susto’ no grupo, devido aos excessos com bebida e entorpecentes, no apartamento de Alejandro. Mas que no final o ato, não teria saído conforme planejado, e terminou em tragédia.

   

PASSO A PASSO

Elielton Magno Gomes Jr, diz em seu depoimento que tudo iniciou quando Matheus de Moura Martins, o ‘Junior Gordo’, convidou todos (Flávio e Magno) a irem para casa de Alejandro, no Condomínio Passaredo, bairro Tarumã, naquele domingo. Também foi junto um amigo deles identificado como “Pakalolo”. Estavam amanhecidos bebendo e consumindo droga em um bar do Centro.

 

À polícia, Alejandro confirmou as declarações de Magno e Júnior. Ele estava em casa, na companhia do cozinheiro Vittorio Del Gatto, quando recebeu uma ligação de Matheus informando que estava “indo lá” com os colegas. Por volta das 10h, os cinco chegam no imóvel, no carro de Flávio, modelo Fox branco. Alejandro não conhecia o engenheiro.

 

No mesmo período, a portaria enviou uma mensagem via WhatsApp para o policial militar Elizeu  avisando que Matheus e Flávio entraram no condomínio. Vittorio também entrou em contato com o PM informando que o grupo estava fazendo “algazarra”.

 

No final da tarde,  Flávio, Alejandro, Matheus e Júnior Gordo vão para uma 'Rave', no Tarumã. “Pakalolo” não é mais citado pelos envolvidos. O grupo retorna da Rave ao Passaredo por volta das 21h36,  saem por alguns minutos, compram mais bebida. Magno que já ia embora é convidado a retornar para a casa de Alejandro.

 

O PM Elizeu e Mayc Vinícius Teixeira Parede também bebiam em um bar no Tarumã, quando o militar o convida o amigo para fazer uma ronda num condomínio.

 

O PM e MAYC chegam ao condomínio

Vittorio se despede para dormir, mas antes liga novamente para o PM Elizeu informando que o grupo continuava na sala ingerindo bebida alcoólica, porém o policial não atende.

 

O porteiro Juzenildo, da guarita 2, relata no depoimento que o PM Elizeu chegou ao condomínio por volta das 22h14, acompanhado de Mayc e que liberou a cancela porque o militar era conhecido. Tinha entrada autorizada.

 

Em seu depoimento o PM Elizeu declarou que “estava cansado de ver o que ocorria na casa” (uso de drogas e furtos por parte dos convidados de Alejandro). Resolveu sair do carro e dar um susto em todos os presentes, inclusive no Alejandro. Já Mayc narra que o PM estava irritado antes de entrar na casa após ver que “esse pessoal” estava lá. Ainda conforme Mayc, no carro, Elizeu disse: “Parede, eu vou dar um susto nesse pessoal, me acompanha”. O PM veste uma balaclava (máscara) que estava em seu carro, e chama Mayc que estava trajando um boné branco.

                                   [Trecho de depoimento - Mayc]

 

Junior Gordo viu quando um homem se aproximava encapuzado, e armado, avisou a todos e correu para se trancar no banheiro, de um dos quartos.  O PM se dirigiu a Alejandro e desferiu duas coronhadas com sua pistola IMBEL .40, de cor preta. 

 

Ainda de acordo com o depoimento, Flávio tenta agredir o PM, e em seguida é contido por Mayc, que o imobiliza com um golpe de arte marcial chamado ‘Katagatame’. Com o golpe, Flávio fica desacordado por dez segundos, logo recobrando a consciência. Ainda segundo Mayc, Flávio teria começado a gritar.

 

 O PM Elizeu tenta tranquilizar Mayc e diz: “Calma, calma. Vamos deixar ele lá fora”. Mayc então imobiliza Flávio pelo pescoço e o leva até o banco de trás do veículo. Para que Flávio parasse de gritar, Mayc usou uma ‘fita silver tape cinza’. Elizeu e Mayc discutem dizendo que ele teria feito “muita merda”, e que deixariam o “cara” (Flávio) fora do condomínio.

 

Antes disso, Mayc Parede já havia travado luta corporal com Magno, que saiu correndo da casa, até a guarita, com sinais de sangue, para pedir socorro.  

 

O CRIME

O PM Elizeu e Mayc fazem o retorno sentido aeroporto e entram na estrada do Tarumã, seguindo na direção do Vila Suíça. Em determinado momento o policial para o carro, olha para Mayc e diz: “Parede, solta ele”.

 

Mayc resolve puxar Flávio para fora e soltá-lo longe do carro. Ele disse em depoimento que adentrou cinco metros com Flávio em um descampado e ao tentar cortar a fita ‘silver tape’ da parte de trás da cabeça do engenheiro, Flávio teria reagido, travaram nova luta corporal.

 

Segundo o lutador de MMA, Flávio ainda atirou uma pedra nele. Nesse momento, Mayc assumiu em depoimento que desferiu dois a três golpes de faca em Flávio que ainda estava de pé e que a vítima ainda correu “mais para dentro do terreno”.

 

O lutador retorna para o veículo desabafa com PM: “Fiz merda, acabei com a minha vida”. O PM rebate de imediato: “Tu acabou com a minha carreira”. Os dois discutiram e Elizeu deixou Mayc a pé no mato.  


                                       [Trecho de depoimento - Mayc ]

 

No condomínio um dos porteiros, vai a casa e encontra Alejandro no caminho que conta que  dois homens encapuzados entraram, um portando arma de fogo e outro uma faca. Relata ainda que haviam levado seu amigo [Flávio], mas não sabia o nome.

 

Segundo o advogado de defesa de Valeiko, Diego Padilha, Alejandro está colaborando com as investigações, forneceu material para exame de DNA e autorizou a realização da constituição na casa para que os fatos possam ser esclarecidos.

Sobe Catracas

ARTHUR NETO, prefeito de Manaus

Contas da Prefeitura de Manaus referentes ao ano de 2018 foram aprovadas pelo TCE/AM 

Desce Catracas

ARTUR BRITO, prefeito de Tucuruí (PA)

Documentos da Prefeitura foram apreendidos em operação do MPPA que investiga fraude na prestação de serviços médicos no município