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Atualizado em 23/09/2016

Com maior incidência no AM, câncer de colo de útero pode ser prevenido com vacina

Com maior incidência no AM, câncer de colo de útero pode ser prevenido com vacina HPV pode causar, além do câncer de colo de útero, cânceres vaginal, anal, de faringe e pênis (Foto: Reprodução)

MANAUS,AM - No Amazonas, o câncer de colo de útero é o que apresenta a maior incidência entre as mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença, que mata cerca de 5 mil pacientes por ano, no Brasil, pode ser prevenida com vacinação para ambos os sexos, destaca a médica Amanda Alecrim, diretora da Clínica Vacinar.

 

Responsável por 99% dos casos de câncer de colo de útero no mundo, o Human Papillomavirus (HPV) pode ser evitado com imunização. “Estamos falando do terceiro tumor mais frequente em todo o país e o segundo câncer que mais mata no nosso Estado. O que nos entristece é saber que é uma doença prevenível, que pode ser evitada”, afirma a médica.

 

A prevenção, assim como o diagnóstico precoce dos cânceres de colo de útero e de mama é o principal objetivo da campanha Outubro Rosa, que ocorre no próximo mês, e que envolve várias secretarias e entidades do Amazonas.

 

De acordo com Amanda, uso de preservativo e vacinação estão entre as formas de prevenção primária. “O preservativo ajuda a reduzir as chances de transmissão, mas não garante totalmente que a pessoa não contraia o HPV, pois pode haver outras partes do corpo contaminadas. É importante lembrar que o vírus pode ser transmitido mesmo sem a relação sexual”, disse.

 

A segunda e mais eficaz forma de prevenção é a imunização. “Hoje, nós temos disponíveis, no Brasil, dois tipos de vacina, ambas licenciadas para pessoas a partir de 9 anos de idade. Uma delas, inclusive, pode ser aplicada em homens até os 26 anos. O ideal é que o público procure informações especializadas com um médico, para decidir sobre a opção mais adequada para cada caso”, alertou. Na Vacinar, clínica localizada na Rua Acre, Vieiralves, os dois tipos de vacina estão disponíveis o ano inteiro.

 

“Existe prevenção. Na rede pública, a vacina está disponível para crianças de 9 a 11 anos. Nas clínicas de vacinação, podem se proteger meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade e meninos e jovens dos 9 aos 26 anos”, completou.

 

A prevenção secundária, ressalta a médica, é feita através do exame Papanicolau, que deve ser realizado rotineiramente pelas mulheres, a partir dos 25 anos. “Caso o Papanicolau apresente alguma alteração, a paciente deve fazer uma colposcopia de colo de útero”, frisou, acrescentando que a população deve se informar sobre o assunto, para reverter os números do Estado.

 

“Temos um cenário triste. É um câncer que mutila a mulher e que pode ser prevenido. A vacina é eficaz, segura, usada na Europa, no Canadá, no México. Seria interessantíssimo que aqui no Amazonas pudéssemos inverter os números, levantar essa bandeira de que estamos batalhando e vencendo o HPV”, concluiu.

 

Altamente transmissível, o HPV pode causar, além do câncer de colo de útero, outros tipos da doença, como cânceres anal, vaginal, de faringe e pênis. Por esse motivo, a recomendação das sociedades médicas é que meninos e meninas a partir de 9 anos de idade sejam imunizados contra o vírus.

 

Com o objetivo de reafirmar a efetividade da vacina contra o HPV na prevenção do câncer, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e  Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a campanha “Onda Contra Câncer“, que completou um ano este mês.

 

Realizada exclusivamente online, por meio do Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat sites, blogs e Youtube, a campanha conta com especialistas explicando os principais aspectos do HPV e apontando os erros dos argumentos contrários à vacinação. Quem quiser conhecer detalhes da iniciativa pode acessar o site.

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