Quarta, 08 de julho de 2020

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Atualizado em 07/05/2016

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil para os brasileiros

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil para os brasileiros

Em recente editorial, o Jornal Zero Hora de Porto Alegre fez um apelo aos deputados: “Senhoras e senhores deputados, devolvam o Brasil para os brasileiros”. Em pauta, um país que vem sendo sistematicamente mal gerido, saqueado, vilipendiado e humilhado poderá recuperar a sua dignidade e ser devolvido mais íntegro aos seus verdadeiros donos, os cidadãos brasileiros.

 

Alerta que com ou sem impeachment, temos o direito de viver num outro Brasil – um Brasil mais justo, mais seguro, mais desenvolvido, com menos corrupção e mais oportunidades para todos.

 

Observa que mesmo contaminado por indecências e ilicitudes, o parlamento como um todo mantém a sua prerrogativa de poder legítimo e autônomo para cumprir a sua função constitucional, que neste momento se resume em votar pela permanência ou pela substituição da presidente.

 

Chama a atenção para a necessidade de o Brasil sair deste processo pacificado, e os parlamentares podem dar o exemplo para desarmar os ânimos dos setores mais radicais da sociedade, visto que se vamos reconstruir este país, precisamos antes de tudo de paz – a paz da democracia, que permite debates, contestações e críticas, mas não pode permitir a violência.

 

O Brasil que sairá deste processo doloroso não pertence à senhora Dilma nem ao senhor Temer, nem a Lula, Eduardo Cunha ou Renan, pertence a todos nós.

 

Esse problema nós é que temos que resolver, internamente. A soberania nacional deve ser sempre lembrada aos senhores estrangeiros que postam nas redes sociais mensagens para o mundo ver. Não adianta representantes da Bolívia, Uruguai, Venezuela e Equador tentarem manipular a opinião pública internacional, até porque nenhum país deve interferir em problemas internos dos seus vizinhos.

 

Portanto, a interferência externa não é nada bem-vinda, a exemplo do argentino Esquivel - ganhador do Nobel da Paz de 1980 – que causou tumulto ao usar o Senado Federal como palanque pró-Dilma. Acabou fazendo aqui o que não teve coragem de fazer na sua Argentina, durante anos de desmandos de Cristina Kirchner.

 

Acirrar os ânimos, gerar conflitos e brigas entre classes sociais e forças da sociedade são comportamentos que devem ser monitorados e coibidos para evitar que algo pior aconteça. É condenável ver a atuação de certos “movimentos sociais” interditando ruas e estradas com barricadas e fogo. O próprio Stédile, líder do MST tem em Boulos, do MTST o seu congênere urbano, que alguns chamam de radical chique e de “coxinha que resolveu brincar de revolução”.

 

Pra completar, ainda existe um clima de insegurança, de bloqueios e invasões nas escolas e universidades, prejudicando quem realmente quer estudar. A UNE bem que poderia levantar outras bandeiras, mas está intimamente atrelada ao poder, como outras entidades que nada fazem pela educação no Brasil.

 

Enfim, o afastamento de Dilma representará um duro golpe ao Foro de São Paulo e aos planos de poder implantados aqui e na América Latina. Lula, um dos seus idealizadores, está sem voz e sem força.

 

É hora de se promover uma reforma política que atenda aos anseios da população, de ser exterminada a reeleição, de se pensar no tal coeficiente eleitoral que elege parlamentares sem votos puxados por campeões de votos, é hora de acabar com a suplência para senadores e que o segundo colocado ocupe o lugar do que for afastado.

 

É hora de se pensar num Brasil para todos, independente da cor, da condição econômica, da religião ou da escolha sexual. É hora de preservar e proteger quem gera empregos e quem trabalha, e de se preocupar com os mais de 11 milhões de desempregados, que precisam sustentar suas famílias.

 

*O autor é auditor fiscal da Sefaz e educador. E-mail: [email protected]

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