DeAmazônia

MENU
Atualizado em 07/05/2016

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil para os brasileiros

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil para os brasileiros

Em recente editorial, o Jornal Zero Hora de Porto Alegre fez um apelo aos deputados: “Senhoras e senhores deputados, devolvam o Brasil para os brasileiros”. Em pauta, um país que vem sendo sistematicamente mal gerido, saqueado, vilipendiado e humilhado poderá recuperar a sua dignidade e ser devolvido mais íntegro aos seus verdadeiros donos, os cidadãos brasileiros.

 

Alerta que com ou sem impeachment, temos o direito de viver num outro Brasil – um Brasil mais justo, mais seguro, mais desenvolvido, com menos corrupção e mais oportunidades para todos.

 

Observa que mesmo contaminado por indecências e ilicitudes, o parlamento como um todo mantém a sua prerrogativa de poder legítimo e autônomo para cumprir a sua função constitucional, que neste momento se resume em votar pela permanência ou pela substituição da presidente.

 

Chama a atenção para a necessidade de o Brasil sair deste processo pacificado, e os parlamentares podem dar o exemplo para desarmar os ânimos dos setores mais radicais da sociedade, visto que se vamos reconstruir este país, precisamos antes de tudo de paz – a paz da democracia, que permite debates, contestações e críticas, mas não pode permitir a violência.

 

O Brasil que sairá deste processo doloroso não pertence à senhora Dilma nem ao senhor Temer, nem a Lula, Eduardo Cunha ou Renan, pertence a todos nós.

 

Esse problema nós é que temos que resolver, internamente. A soberania nacional deve ser sempre lembrada aos senhores estrangeiros que postam nas redes sociais mensagens para o mundo ver. Não adianta representantes da Bolívia, Uruguai, Venezuela e Equador tentarem manipular a opinião pública internacional, até porque nenhum país deve interferir em problemas internos dos seus vizinhos.

 

Portanto, a interferência externa não é nada bem-vinda, a exemplo do argentino Esquivel - ganhador do Nobel da Paz de 1980 – que causou tumulto ao usar o Senado Federal como palanque pró-Dilma. Acabou fazendo aqui o que não teve coragem de fazer na sua Argentina, durante anos de desmandos de Cristina Kirchner.

 

Acirrar os ânimos, gerar conflitos e brigas entre classes sociais e forças da sociedade são comportamentos que devem ser monitorados e coibidos para evitar que algo pior aconteça. É condenável ver a atuação de certos “movimentos sociais” interditando ruas e estradas com barricadas e fogo. O próprio Stédile, líder do MST tem em Boulos, do MTST o seu congênere urbano, que alguns chamam de radical chique e de “coxinha que resolveu brincar de revolução”.

 

Pra completar, ainda existe um clima de insegurança, de bloqueios e invasões nas escolas e universidades, prejudicando quem realmente quer estudar. A UNE bem que poderia levantar outras bandeiras, mas está intimamente atrelada ao poder, como outras entidades que nada fazem pela educação no Brasil.

 

Enfim, o afastamento de Dilma representará um duro golpe ao Foro de São Paulo e aos planos de poder implantados aqui e na América Latina. Lula, um dos seus idealizadores, está sem voz e sem força.

 

É hora de se promover uma reforma política que atenda aos anseios da população, de ser exterminada a reeleição, de se pensar no tal coeficiente eleitoral que elege parlamentares sem votos puxados por campeões de votos, é hora de acabar com a suplência para senadores e que o segundo colocado ocupe o lugar do que for afastado.

 

É hora de se pensar num Brasil para todos, independente da cor, da condição econômica, da religião ou da escolha sexual. É hora de preservar e proteger quem gera empregos e quem trabalha, e de se preocupar com os mais de 11 milhões de desempregados, que precisam sustentar suas famílias.

 

*O autor é auditor fiscal da Sefaz e educador. E-mail: [email protected]

Tags:

Sobe Catracas

CAROLINE BRAZ, secretária de Direitos Humanos do AM

Pela primeira vez, Amazonas aderiu a campanha nacional "Não é Não", contra o assédio, com ações por todo o estado no Carnaval 2020

Desce Catracas

VILSON GONÇALVES, prefeito de Aveiro (PA)

Virou alvo da Justiça em processo criminal acusado de recolher ICMS de mercadoria para exportação sem comprovar para Sefa saída do produto