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Atualizado em 11/02/2015

PM é morto a tiros e a golpes de terçado em Maués (AM)

PM é morto a tiros e a golpes de terçado em Maués (AM) PM morto em Maués

O policial militar Ronaldo Silva da Costa, 31, foi assassinado a tiros e a golpes de terçado na madrugada desta quarta-feira (11) no município de Maués, a 276 quilômetros de Manaus. Ele estava de folga do trabalho e bebia em um bar na área central da cidade com duas amigas quando foi surpreendido por homens armados com revólver e facão.

 

As informações foram confirmadas pelo comandante da 10ª Companhia Independente de Policiamento Militar (CIPM) de Maués, capitão Marcos Pires. Segundo ele, Ronaldo foi visto no bar, depois em um posto de combustível e por volta das 2h foi encontrado morto. Moradores disseram terem ouvido barulho de disparo de arma de fogo.

 

O corpo de Ronaldo foi achado na rua Pescador, bairro Novo, Centro de Maués. Ele foi alvejado três vezes: na coxa, na mão e no crânio – um tiro atingiu o queixo e perfurou a cabeça. Além disso, Ronaldo foi atingido por dois golpes de terçado e um de estaca no rosto. Há suspeita que ele tenha sido vítima de uma armadilha para ser morto.

 

Conforme policiais que eram colegas da vítima, no momento da emboscada Ronaldo tentou reagir efetuando disparos contra os assassinos, mas as balas acabaram e ele foi morto. Conforme informações não oficiais, Ronaldo era casado, mas teria uma amante e essa mulher teria armado um golpe para assassiná-lo.

 

Ronaldo era natural de Manaus, trabalhou por anos em Maués, havia voltado para a capital e há cerca de um mês retornou ao município do interior para a 10ª CIPM, devido a gravidez da esposa. A suspeita de esquema feito por amante não foi confirmada pelas autoridades. A polícia já tem nomes dos suspeitos e investiga o caso.

 

Investigação

O delegado Rafael Schimidt, da 48ª Delegacia Interativa de Polícia, informou que dois homens já foram apontados como suspeitos do crime e policiais militares, inclusive, já teriam capturado um deles. Os nomes não foram revelados para não atrapalhar as diligências. Schimidt confirmou o envolvimento de amante como principal suspeita.

 

Mortes

O número de policiais civis e militares mortos no Amazonas nos últimos anos é um mistério. Isso porque os dados divulgados pelos órgãos de Segurança Pública divergem dos anunciados pelas instituições de classe das corporações militares e civis, que são até 50% maiores que os dados oficiais.

 

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que, no período de janeiro de 2013 até janeiro de 2015, foram registrados 11 casos de homicídios de policiais civis e militares em serviço e fora de serviço. Desse total, seis casos foram de policiais militares em dias de folga.

 

Nesse mesmo período, a Associação dos Praças do  Estado do Amazonas (Apeam) registrou 22 mortes de policiais militares, dez deles assassinados em serviço. Já o Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol) informou que, nos últimos cinco anos, foram registrados oito assassinatos de policiais civis.

 

Protesto

Membros da Apeam promoveram na manhã do último domingo (8), na Praia da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, uma homenagem aos 22 policiais e bombeiros militares mortos durante o trabalho, ou dias de folga, entre 2013 e janeiro de 2015.

 

Durante a homenagem, 22 cruzes foram fincadas na areia da praia representando cada policial morto. O ato, de acordo com o presidente da Apeam, Gerson Feitosa, também serviu de alerta para que a sociedade e autoridades percebam a fragilidade a que os profissionais da segurança pública estão expostos diariamente.

Fonte: Portal A Crítica.com

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