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Atualizado em 10/02/2015

BIOGRAFIA>Valéria Valenssa teve depressão após perder o posto de Globeleza

BIOGRAFIA>Valéria Valenssa teve depressão após perder o posto de Globeleza Valéria Valenssa

Não foi nada fácil para Valéria Valenssa perder o posto de musa do carnaval da Globo após 14 anos sambando com o corpo coberto de purpurina na tela da TV. Ela entrou em profunda depressão quando foi obrigada a passar o bastão de Globeleza e revela todo esse momento de dor e desespero na biografia “Valéria Valenssa, uma vida de sonhos”, que a Editora Tinta Negra lança nesta terça-feira, no Rio. No livro, escrito por Laura Bergallo e Josiane Duarte, Valéria lembra o choque ao receber a notícia de que não seria mais a mulata da emissora.

 

VALÉRIA VALENSSA foi Globeleza durante 14 ANOS

 “Quando cheguei lá, de cara eles disseram assim: ‘Valeria, queremos te dispensar porque o Brasil tem muitas mulheres bonitas. Vamos te substituir’. E o Hans (Donner, o marido) do meu lado. Nessa época, ele era diretor do departamento que tinha me contratado, mas não estava ciente do que o comitê tinha resolvido, não tinham passado nem para ele. Ele ficou tão nervoso! Já eu, não tive reação. Eu não estava preparada”, lembra.

 

Valéria Valenssa teve uma depressão profunda após perder o posto Foto: Reprodução/ Instagram

 

ACIMA DO PESO

No capítulo “O preço do sucesso e o que vem depois”, Valeria afirma que estava completamente fora de forma após o nascimento do seu segundo filho.

“(...) Eu tinha me programado com o Hans para ainda fazer mais dois anos a Globeleza. Mas, naquela época, eu estava completamente fora da minha estética. Por causa dos filhos, engordei 27 quilos. Estava com 70 quilos, e, quando eu fazia a vinheta de Carnaval, pesava 49.”

Valéria Valenssa em seu último ano como Globeleza, em 2005 Foto: Divulgação/ Renato Neto

 

A DEPRESSSÃO

Após o doloroso e inesperado anúncio, conta no livro, Valéria começou a demonstrar uma tristeza profunda e entrou em depressão. Antes, ela foi chamada para gravar a vinheta de passagem para Giane Carvalho, que a substituiria no posto de Globeleza. A oportunidade fez Valéria se sacrificar para estar impecável no vídeo.

“Me sacrifiquei demais, coloquei prótese, emagreci, fiz lipoaspiração. Mas eu não sambei como ela. Eu queria mostrar que ainda podia fazer o trabalho e encerrar tudo de uma forma elegante. Mas infelizmente não adiantou. Ainda desfilei na Portela, mas depois não fiz mais nada... e mergulhei mais ainda no fundo do poço”, conta.

 

CRISE DO CASAMENTO

Até o sólido casamento ficou balançado com a depressão. Inconformada, Valéria passou a cobrar o marido, acreditando que ele estava se recusando a colocá-la de volta no posto.

“Entrei em depressão. Fiquei seis meses sem sair de casa. Estava muito triste. Minha agente ainda queria que eu cumprisse alguns compromissos, que fizesse alguns eventos que já estavam marcados, mas eu não tinha condições. Eu nunca quis vender mentira para as pessoas. Eu não estava bem. Ela teve de desmarcar. Foi uma barra. Eu chorava, cobrava do Hans. Achava que ele tinha uma posição lá dentro e que poderia reverter a situação, que poderia fazer alguma coisa por mim. (...) Comecei a brigar muito com ele, coisa que nunca tinha acontecido antes. Fiquei completamente fora do ar. Foram mais de seis meses assim, cobrando diariamente do Hans. Ligava para ele na Globo, perguntando se não ia falar com ninguém. Fiquei descontrolada, sem chão, ainda mais pela maneira como tudo foi feito. (...) Ele nunca levantou a voz para mim. Foi compreensivo o tempo todo, ficou do meu lado, esteve comigo em todos os momentos. Se fosse outro, teria ido embora. Ele foi um superamigo, marido e pai. (...) Naquele momento, eu achava que a vida não tinha sentido. Os meninos me alegravam, me distraíam. Mas a depressão era profunda. Até eu cair na realidade de que a família era o mais importante, demorou um tempo. Foi um período difícil. Eu estava descontrolada. Foi um momento em que eu me sentia realmente no fundo do poço e não conseguia ver solução. Os meninos eram meu único alento.”

 

APOIO NA RELIGIÃO

Após dias de lágrimas e tristeza, Valéria, enfim, conseguiu se libertar, encontrando apoio na religião. Em julho de 2005, ela viajou com os filhos a convite de uma revista para Campos do Jordão (SP), onde recebeu o que batizou de “chamado de Deus”.

“Eu estava sozinha no quarto, arrumando as malas. A televisão estava ligada num programa religioso, e comecei a ouvir o testemunho de vida de uma família. Parei para assistir, e aquela cena me tocou profundamente. Me fez pensar: estou em Campos do Jordão, tenho tudo, mas não tenho um terço da felicidade dessa família. O que eles diziam me chamou muito a atenção. Com aquilo me martelando a cabeça”.



Fonte : Extra.globo.com

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