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Atualizado em 08/11/2019

Amazonas pode se tornar livre de febre aftosa sem vacinação

Estado cumpriu mais de 90% do plano de ação para retirada de vacinação de febre aftosa em 13 municípios

 Amazonas pode se tornar livre de febre aftosa sem vacinação   Wilson Lima se reúne com secretário nacional de Defesa Agropecuária (Fotos: Diego Peres/Secom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O governador Wilson Lima se reuniu, nesta quinta-feira (07/11), com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Leal, para tratar do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa e outros assuntos relacionados à defesa agropecuária no Amazonas. Na ocasião, ambos trataram das medidas adotadas que poderão tornar o estado livre da febre aftosa sem vacinação.

 

Na reunião, ambos discutiram o plano de ação para que o Amazonas conquiste este status. O Estado já cumpriu mais de 90% do plano. “O Amazonas é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Sanidade Animal como área livre de febre aftosa com vacinação e nós estamos trabalhando para que a vacina de febre aftosa não seja mais necessária em 13 municípios do estado e, assim, possamos nos tornar livres de febre aftosa sem vacinação. Será um ganho muito grande para o estado”, afirmou o governador.

 

Inicialmente, segundo o governador, a ideia é de que a vacina deixe de ser necessária em 13 municípios, sendo eles: Apuí, Boca do Acre, Canutama, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e parte de Tapauá. Ao todo, 943.185 animais representam o rebanho dessas regiões, distribuídos em 5.448 propriedades rurais.

 

 “Quando isso acontecer vamos abrir mercado para o rebanho que é livre da doença sem vacinação, o que representa a valorização da agropecuária familiar, empresarial e sustentável do nosso estado. Esses 13 municípios estão localizados ali mais no sul do Amazonas, em uma região onde a pecuária é uma das principais atividades econômicas das pessoas que ali vivem”, explicou Wilson Lima.

 

Além do secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, também participaram da reunião o secretário de Produção Rural, Petrucio Junior; o presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Muni Lourenço; o superintendente regional do Ministério da Agricultura no Amazonas, Guilherme Pessoa, e o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Adaf), Alexandre Araújo.

 

“A retirada da vacinação na verdade é um coroamento da erradicação da febre aftosa no nosso país e no estado do Amazonas. Nós tivemos um reconhecimento internacional com vacinação e no momento em que se retira a vacinação nós temos que intensificar as ações de vigilância para poder manter o status sanitário”, explicou o diretor-presidente da Adaf destacando que hoje o Amazonas tem um rebanho de 1.492.769 animais e conta com 15.140 propriedades rurais cadastradas.

 

Ao secretário nacional de Defesa Agropecuária o governador ainda disse que espera encontrar o mais rápido possível o equilíbrio fiscal do Estado para que, assim, possa convocar os aprovados no concurso da Adaf, entendendo a necessidade da atuação dos profissionais.

 

Sobre o plano

O plano estratégico prevê retirada da vacina contra febre aftosa no país até 2023 e tem como principal objetivo criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa. O objetivo é ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira, bem como a abertura de novos mercados para produtos de origem animal.

 

Nesse sentido, o Mapa dividiu o país em cinco blocos. No bloco I integram os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e parte da região sul e sudoeste do Amazonas. Os restantes dos municípios do estado participam do bloco II, juntamente com Roraima, Amapá e Pará.

 

Campanha 

A segunda etapa da campanha “Amazonas sem Febre Aftosa”, coordenada pela Adaf, iniciou no dia 1º de novembro.  No estado, o calendário de vacinação da campanha “Amazonas sem Febre Aftosa”, foi dividido em duas etapas. Em 41 municípios que compõem a calha do rio Amazonas foram vacinados bovinos e bubalinos, nos períodos de 15 de março a 30 de abril e de 15 de julho a 31 de agosto. Nos demais 21 municípios, o calendário de vacinação foi definido para os meses de maio e novembro.

 

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