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Atualizado em 05/11/2019

Balé Jovem do Liceu Claudio Santoro estréia no Festival Amazonas de Dança

Evento acontece no Teatro Amazonas, às 20h

Balé Jovem do Liceu Claudio Santoro estréia no Festival Amazonas de Dança Bale Jovem do Liceu Claudio Santoro. (Fotos: Michael Dantas)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - De terça a sexta, das 14h30 às 17h, um grupo de alunos tem um espaço para trabalhar mentes e corpos dentro de um ambiente profissional, com aulas de dança, balé e trabalhos coreográficos, acompanhados de um pianista e percussionista. A vivência de uma companhia de dança para proporcionar a formação de novos bailarinos é a principal meta do Balé Jovem do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, que faz sua primeira apresentação nesta terça-feira (05/11), no Teatro Amazonas, às 20h.

 

Em uma sala no 3º andar do anexo da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), no bairro Vieiralves, o grupo ensaia há 3 meses para os primeiros espetáculos que serão apresentados no palco, sendo a mostra parcial de “Grito” e “Suíte Retratos”. Para o diretor artístico do grupo, Baldoino Leite, a estreia do Balé Jovem representa a realização de um projeto idealizado no Liceu há três anos.

 

“Estou muito feliz com a estreia do grupo, porque veio de uma necessidade que a coordenação do Liceu percebeu de termos um grupo que acolhesse alunos que tiveram uma iniciação nos cursos de dança e proporcionasse a rotina de uma companhia de dança, com enfoque no comprometimento e disciplina do bailarino, e que vai pô-los em contato com coreógrafos, diretores e produtores, fazendo com que eles possam sair do grupo e compôr companhias tanto aqui, como fora do estado”, pontua Baldoino.

 

A primeira turma do Balé Jovem é formada por alunos dos cursos do nível avançado do Núcleo de Dança do Liceu, por alunos egressos e também integrantes da comunidade. No grupo, os integrantes contam com professores de balé e dança contemporânea, trabalham o condicionamento físico e, neste primeiro momento, realizam trabalhos de coreografia com a professora de dança e bailarina do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), Adriana Góes. As aulas são acompanhadas ao vivo pelo pianista Renan Branco e pelo percussionista Ronalto Alves, professores do Liceu e integrantes dos Corpos Artísticos.

 

“Eles estão muito comprometidos com o grupo desde o início e não faltam aos ensaios a não ser por motivos graves. Isso mostra o quanto o Balé Jovem pode alcançar no desenvolvimento pessoal destes bailarinos e o quanto pode impactar no cenário artístico do estado. Estou emocionado e eles estão ansiosos e felizes pela estreia”, ressalta o diretor artístico.

 

Coreografia

Com mais de 20 anos de trajetória na dança, Adriana Góes foi convidada para e criar e trabalhar a coreografia dos primeiros passos do Balé Jovem do Liceu. Para ela, a oportunidade é também um intercâmbio de conhecimento.

 

“O convite foi uma grata surpresa e a experiência de trabalhar com estes alunos é muito significativa, pois eles podem entrar em contato com a montagem coreográfica. Nestes processos eu também não me coloco apenas como professora, mas como alguém que busca conhecimento e quer aprender também. Estas trocas de conhecimento serão essenciais para contribuir na carreira destes jovens bailarinos”, destaca Adriana.

 

Sobre as coreografias, a professora informa que “Grito” será apresentada de forma parcial, estando a estreia da versão completa marcada para 2020. Em “Suíte Retratos”, que terá participação da Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam), Adriana se inspirou no trabalho de Radamés Gnattali, que faz uma releitura de obras de compositores brasileiros como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e outros.

 

“‘Grito’ é mais autoral e contemporâneo. Colocamos o grito no sentido mais filosófico, sobre expressar quem você é, qual sua bandeira e o que você quer mostrar pro mundo. Neste, eu trabalhei como se fosse um fio condutor para estimular a contribuição criativa dos bailarinos”, resume Adriana. “Em ‘Suíte’, trabalhamos com peças de violão e me inspirei muito no contexto histórico dos anos 20, como a questão do cortejo e dança de casal”, explica.

 

As duas peças serão apresentadas na abertura do 9º FAD, nesta terça-feira (5). A programação desta terça também conta com o espetáculo “Ingênuo Amor”.

 

Formação

Professora e ensaísta do Balé Jovem, Nayara Faba, 23, começou a formação em dança no Liceu Claudio Santoro quando tinha 6 anos. Após problemas de saúde, ela precisou parar, mas voltou à instituição aos 15 anos e depois seguiu para a Universidade do Estado do Amazonas, onde se formou em Dança.

 

No decorrer do curso superior, Nayara ingressou por meio de audição no Balé Experimental do CDA e depois no Balé Folclórico do Amazonas, grupos que fazem parte dos Corpos Artísticos da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Após essa trajetória, ela foi convidada para ser professora na mesma instituição na qual iniciou seus estudos.

 

“O Liceu abriu muitas portas para mim e me pôs em contato com vários profissionais que contribuíram com a minha carreira. Por meio deles, iniciei na dança e me descobri como pesquisadora da área na universidade. Nesta experiência como professora e ensaísta do Balé Jovem, vejo como um grupo que tem tudo pra fortalecer o cenário da dança no Estado. Os alunos terão uma perspectiva maior sobre como viver neste cenário podem sair daqui não só como bailarinos, mas produtores, diretores e coreógrafos”, diz.

 

Aluno desta primeira turma,Victor Lucas Ribeiro, 21, iniciou estudos no Liceu aos 17, onde teve contato com o balé clássico e jazz. Para ele, a oportunidade de desenvolvimento pessoal e artístico dentro do Balé Jovem é um dos motivos que o incentiva dentro do grupo.

 

“Vejo como uma grande oportunidade para minha carreira. Lá trabalhamos não só o físico, o eixo e o intérprete, mas também o amadurecimento pessoal, e a vivência com outros profissionais nos alimenta muito artisticamente. É um grande desafio e tenho expectativas muito boas com o futuro do grupo”, declara.

 

FAD

A nona edição do Festival Amazonas de Dança (FAD) inicia nesta terça-feira (05/11), no palco do Teatro Amazonas, e segue até o dia 10 de novembro, com apresentações também no Largo de São Sebastião e Teatro da Instalação, reunindo 12 espetáculos contemplados, além de oficinas, palestras e rodas de conversa para o público. O evento, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, tem entrada gratuita em todas as atividades.

 

Para conferir a programação e se inscrever nas ações formativas, basta acessar o link bit.ly/oficinasFAD.

 

Confira a programação dos espetáculos:

 

Terça-feira (05/11)

Teatro Amazonas (avenida Eduardo Ribeiro, Centro)

20h – Cerimônia de abertura

20h15 -“Suíte Retratos” – Balé Jovem do Liceu Claudio Santoro e Orquestra de Violões do Amazonas

20h40 – “Grito” – Balé Jovem do Liceu Claudio Santoro

21h10 – “Ingênuo Amor”, de Reysson Brandão – Classificação livre

 

Quarta-feira (06/11)

Teatro da Instalação (rua Frei José dos Inocentes, Centro)

10h – “Carnaval dos Animais”, com o Corpo de Dança do Amazonas

Classificação livre

 

Quinta-feira (07/11)

Teatro da Instalação

10h – “Carnaval dos Animais”, com o Corpo de Dança do Amazonas

Classificação livre

18h – “Daily Vlog”, de Anderson Galdino

Classificação livre

18h20 – “Ruína”, da Cia. de Dança Fragmento de Rua

Classificação livre

 

Sexta-feira (08/11)

Teatro da Instalação

10h – “Carnaval dos Animais”, com o Corpo de Dança do Amazonas

Classificação livre

18h – “Aponte”, de Alana Nascimento e Talita Menezes

Classificação livre

18h30 –  “Memórias no Chão”, do Grupo Caminhos

Classificação livre

19h10 – “Waranã”, de Will Cruz

Classificação livre

 

Teatro Amazonas

20h – “As Formas de Dizer Meu Nome”, da Cia. Expressão e Vida

Classificação livre

 

Sábado (09/11)

Largo de São Sebastião (Centro)

17h30 – “Ananse”, de Flip Produções

Classificação livre

18h – “Enruína”, da Cia. Arte e Movimento

Classificação livre

 

Teatro Amazonas

20h – “Chico – o corpo em cores e sons”, de Contém Dança Cia.

Classificação indicativa para 16 anos.

 

Domingo (10/11)

Largo de São Sebastião

17h30 – “Filhos da Terra”, da Índios.Com Cia. de Dança

Classificação livre

 

Teatro Amazonas

19h – Cerimônia de encerramento

19h20 – “Mithus”, da Pajé Cia. de Dança

Classificação livre

 

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