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Atualizado em 02/10/2019

No restauro da biblioteca, Arthur atribui obras históricas a finanças organizadas

Prefeito anunciou para esta semana a inauguração de outro prédio importante no Centro Histórico: do Pavilhão Universal

No restauro da biblioteca, Arthur atribui obras históricas a finanças organizadas Prefeito Arthur visitou obras do restauro da biblioteca municipal

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Com previsão de entrega para fevereiro de 2020, a obra de restauro da Biblioteca Municipal João Bosco Evangelista, no Centro Histórico de Manaus, integra um pacote de obras em homenagem aos 350 anos da cidade e alcança mais de 30% de execução. “É uma obra importante, entre tantas outras de restauro histórico, que estamos realizando”, destacou o prefeito Arthur Virgílio Neto em visita ao local nesta quarta-feira, 2/10.

 

Durante a inspeção a obra, Arthur Neto anunciou que um outro prédio importante do resgate histórico do centro de Manaus, será inaugurado ainda esta semana: o Pavilhão Universal. No novo Pavilhão funcionárá o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e a inauguração é alusiva ao mês de aniversário da cidade. 

 

Conhecendo cada área do prédio, o prefeito ressaltou que as várias frentes de obras em andamento pela cidade, principalmente as de resgate do centro histórico, não seriam possíveis sem o dinheiro em caixa. “Não adiantava fazer o aniversário [da cidade] e não ter recursos para investir. A prefeitura organizou suas finanças, sua Previdência e ganhou crédito”, avaliou o prefeito.

 

Para a execução do projeto foram feitas pesquisas iconográficas do imóvel, trazendo assim a originalidade do local. Por se tratar de um restauro, foi necessário cuidar de vários aspectos da história, assim aproveitando as peças antigas e substituindo apenas o que não é possível de ser reaproveitado.

 

“Morava ao lado do Ideal Clube. Passei uma parte do meu tempo aqui nessa praça, mas não tinha a menor ideia do que era esse prédio. Tinha como referência o ‘Pinguim’, um bar que tomávamos sorvete. Fiquei surpreso com a magnificência e os cuidados aqui tomados”, disse Arthur, lembrando que a empresa que realiza o serviço é a mesma que restaurou o Mercado Municipal Adolpho Lisboa em oito meses, em 2013, primeiro ano de sua gestão.

 

Vencedora da licitação e especializada em restauros, a empresa Biapó Construtora é a responsável pela reforma e tem a preocupação de capacitar os funcionários, dando treinamento específico na área de restauração, para que eles conheçam a história da edificação e os detalhes típicos para cada obra. Outra curiosidade é que 90% da mão de obra é de manauaras e sete mulheres atuam em campo.

 

“Uma obra em pleno vapor, que trata do resgate histórico da cidade, com a restauração desse prédio importante. Estamos trabalhando para recuperar esses espaços que nós entendemos que precisam ser restaurados e entregues à população”, afirmou o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), engenheiro Cláudio Guenka, que acompanhava a equipe de restauro.

 

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, ressaltou que o espaço vai contar com modernos recursos para uso dos visitantes. “Será uma biblioteca moderna, com todos os equipamentos necessários para atender à população. E temos que destacar os investimentos feitos pela prefeitura nessa área nos últimos sete anos. É a prefeitura fincando os pés no centro histórico”, informou.

 

História 

O prédio data do início do século 20 é um sobrado de características arquitetônicas ecléticas, quando Manaus experimentou o apogeu do ciclo da borracha. No edifício, durante muitos anos, ficou sediada a “Liverpool School of Tropical Medicine”, instituição fundada em 1898 e primeira no mundo dedicada à pesquisa e ao ensino em medicina tropical.

 

Ao longo do restante do século 20, após o fechamento da escola, o edifício esteve em propriedade de particulares. No final da década de 1970 e início dos anos 1980, nele funcionou uma lanchonete e botequim bastante frequentado, o Pinguim. Em 1995, o prédio foi desapropriado pela Prefeitura de Manaus.

 

A Biblioteca Pública Municipal teve a sua primeira sede na avenida Joaquim Nabuco, passando a ocupar o endereço na rua Monsenhor Coutinho em 1997. A biblioteca tem o nome do professor, escritor e poeta João Bosco Evangelista (1938-1973), que foi um dos célebres fundadores do “Clube da Madrugada”.

 

O imóvel foi devidamente recuperado e adaptado para receber o acervo vasto amazônico, periódicos, entre jornais e revistas, e documentos especiais, como obras raras datadas do século 17.

 

O prédio-sobrado foi fechado para reforma em agosto de 2011 e seu acervo abrigado, temporariamente, na Casa do Restauro, na rua Costa Azevedo. A biblioteca é vinculada à Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e integra o Sistema Nacional de Bibliotecas.

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