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Atualizado em 30/09/2019

Augusto Bernardo Cecílio # O cidadão leitor

Augusto Bernardo Cecílio # O cidadão leitor

  Muito se tem falado sobre a importância da leitura para o desenvolvimento sociocultural das pessoas. Desde cedo, percebemos que através dela compreendemos o mundo à nossa volta, começamos a ter um ponto de vista e a ampliar os nossos horizontes de tal forma que, por meio dela, notamos que a imaginação não tem limites. 

 

   É através da leitura que adquirimos conhecimento e cultura, que  nos permite uma capacidade maior de diálogo e  argumento — nos preparando para o concorrido mercado de trabalho. Através dela  conhecemos melhor o mundo,  vivenciamos novas experiências, e também passamos a conhecer melhor a nós mesmos. A leitura promove reflexões e amadurecimento, fundamentais para a formação de um cidadão comprometido com a verdade, com a justiça e com o papel social.

 

   No entanto, muitas são as dificuldades encontradas ou criadas tais como a falta de bibliotecas comunitárias, obrigando o aluno a se deslocar a outros bairros; o preço dos livros; a preguiça. A falta de interesse pela leitura ocasiona uma distância desta prática que é de grande importância no futuro, seja através de aprovação em concurso público, seja pela abertura de novos horizontes — promovida pela aquisição de novos conhecimentos.

 

   Sabemos que informação significa poder. Um cidadão dotado de informações se torna poderoso dentro da sua comunidade e valioso para o desenvolvimento do meio em que vive.

 

   Nas escolas públicas os alunos  convivem com a falta de bibliotecas. São raros os professores que praticam atividades voltadas para a pesquisa em livros, revistas e jornais, de modo a extrair dos textos não somente informações, como também fatos importantes que mudaram a história da humanidade, além de promover o hábito que liberta qualquer pessoa do ostracismo, gerando atos de independência e iniciativa pessoal.

 

      Um texto de Carlos Ceia cita que somos o que lemos. Quem nunca leu ou quem  leu muito pouco desconhece  o mundo em que vivemos e aqueles que podemos sonhar. Quem lê, vê mais.  Quem lê, sonha mais.  Quem lê, decide melhor.  Quem lê, governa melhor. Quem lê, escreve melhor.

 

   Poucos são os atos que valorizamos e  praticamos que não possam ser melhorados com a leitura. Recomendá-la é tão importante quanto recomendar que se beba muita água. É bom leitor quem transformou o ato de ler numa necessidade. Ler é um bálsamo para as mais diversas doenças, e principalmente para o mal do século que é a solidão. Ninguém está sozinho havendo um livro para ler. E se escrevemos um  seremos muitos.

 

      Além disso, a leitura é importante para se prolongar a juventude do cérebro. Uma boa memória exige aprendizado e exercícios contínuos. Os exercícios cerebrais podem desenvolver novas conexões entre os neurônios  melhorando a atividade cerebral — lembrando que as células do cérebro se multiplicam substituindo as que morrem — mesmo após anos. 

 

   O número total de neurônios permanece aproximadamente o mesmo por toda a vida, e quando são estimulados têm a capacidade de se formarem novas conexões entre eles.

 

      O cidadão leitor é de fundamental importância para fomentar as mudanças desejadas  no Brasil, seja através do voto consciente ou por meio de uma postura crítica diante da realidade brasileira.  Tendo em vista a participação positiva, tanto no seu município quanto no Estado, não se transformando jamais em massa de manobra, muito menos se deixando levar, em época de eleição, por pesquisas eleitorais ou por excesso de propaganda política.  

 

*O autor é auditor fiscal e professor*

 E-mail: [email protected]

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