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Atualizado em 10/09/2019

Helder defende reforma da Previdência com estados e municípios

Governador do Pará deu entrevista à BandNews, nesta segunda (09)

Helder defende reforma da Previdência com estados e municípios Governador Helder Barbalho defende regularização fundiária e reforma da Previdência com estados e municípios (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O governador do Pará, Helder Barbalho, foi o convidado, nesta segunda-feira (09), do programa Capital e Mercado, da BandNews. Durante a entrevista ao jornalista Marcello D’Angelo, o governador falou sobre diversos assuntos, destacando a diversidade do Estado, o combate ao desmatamento, regularização fundiária, segurança pública e reforma da Previdência.

 

Sobre as reformas que estão tramitando no Congresso Nacional, Helder Barbalho declarou entender que é fundamental que tenha a repercussão a reforma da Previdência no âmbito dos estados e municípios.

 

“Seria um profundo equívoco o Brasil ter um modelo federal e 27 modelos, um para cada unidade da Federação, e mais de 5 mil modelos municipais. Isso seria um equívoco estrondoso. Acho que um ambiente no Senado e na Câmara de amadurecimento desta agenda e, principalmente, a sinalização por parte dos governadores que são favoráveis e da Confederação Nacional dos Municípios dizendo ser favorável no âmbito municipal, constrói um ambiente político adequado para que possamos, nesta PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela, fazer a aprovação e a inclusão de estados e municípios, com a aplicação e a repercussão que permitirão, acima de tudo, o equilíbrio para garantir com que a aposentadoria seja paga para as pessoas que contribuíram. Este tem que ser o olhar”, afirmou o governador do Pará.

 

Segundo o governador, o Pará tem um déficit previdenciário de R$ 1,4 bilhão por ano. Ele frisou que isto representa mais do que o valor de investimento do Estado no ano passado. Portanto, se gastou mais para cobrir o déficit da Previdência, do que se investiu em escola, estrada, hospital, posto de saúde. E a cada ano vai se ampliar.

 

“Primeiro, há uma estrutura do Estado em que as pessoas estão se aposentando de forma muito nova e tendo uma longevidade cada vez maior. Portanto, daqui a pouco, o servidor vai ter mais tempo de inatividade e recebendo”, argumentou Helder.

 

Para o governador do Pará, não há outro caminho: “Ou reforma ou o Estado quebra. E isso vai sobrar para quem? Vai sobrar para ativos, inativos e, principalmente, para o cliente, para o cidadão que paga imposto. E ele quer que seu imposto seja revertido em serviços. Não é correto para o cidadão que paga imposto arcar com o déficit previdenciário, e quando ele vai ao posto de saúde, ao hospital, enfrenta uma fila”, disse.

 

Regularização fundiária 

O governador aproveitou para citar medidas que considera necessárias no combate ao desmatamento e aos incêndios ilegais.

 

“Primeiro, precisamos garantir a regularização fundiária, para que as pessoas possam ter seu CPF na posse. Na hora que o cidadão tem o seu CPF na posse, ele sabe que se cometer qualquer irregularidade será punido mediante as leis do Brasil. Aí, para você dar segurança jurídica e regularização fundiária, o governo estadual - e eu falo isso em nome dos nove governos -, e o federal precisam fazer uma plotagem de quem é quem, e quem tem a propriedade”, disse.

 

Desmatamento – Temas da atualidade, o desmatamento e os incêndios na Amazônia também fizeram parte da entrevista. Estratégias para o enfrentamento do problema foram discutidas no início do mês, em Belém, no encontro entre cinco ministros e os nove governadores da Amazônia Legal.

 

“É fundamental que nós estejamos transmitindo que o Brasil e os estados da Amazônia Legal têm responsabilidade com a floresta. Nós não podemos, de maneira nenhuma, permitir a mensagem de que o Brasil não tem responsabilidade com o maior ativo de biodiversidade do planeta, a maior floresta tropical, a maior pluralidade de biodiversidade global. Nós precisamos, sempre, reafirmar isto, seja para consumo interno ou externo”, frisou o governador paraense.

 

Ele complementou, argumentando “que nós temos que dividir essa estratégia em dois campos: primeiro, sair da crise, que necessita de monitoramento, fiscalização e combate efetivo aos pontos de queimadas, e as punições às queimadas e ao desmatamento ilegais nas nossas regiões. Essas ações estão sendo feitas. No âmbito estadual, pelas polícias Civil e Militar, pelo Corpo de Bombeiros, agindo tanto na polícia judiciária, dar culpa a quem porventura esteja cometendo o delito, como também dando o apoio, seja aos municípios ou ao Exército brasileiro, para conter os focos de queimadas na nossa região. Passada a crise, nós precisamos recuperar a imagem a nível global. Isto tem sido algo que muito me preocupa. É fundamental que nós tenhamos valorizado o que eu tenho chamado de diplomacia ambiental, para demonstrar claramente que a região amazônica tem suas vocações, e estas vocações são absolutamente compatíveis com a preservação da floresta”.

Sobe Catracas

RUI MACHADO, artista plástico

Recebeu comenda da Ordem do Mérito Legislativo da Aleam, em reconhecimento por trabalho com coisas da Amazônia

Desce Catracas

RONALDO TABOSA, vereador de Manaus

Pela quarta vez, teve mandato cassado pelo TRE/AM, dessa vez, por infidelidade partidária com o PP