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Atualizado em 07/09/2019

Em protesto à indicação do PGR de Bolsonaro, procuradores renunciam ao comando do MPF

"Não posso contribuir, em absolutamente nada, com um PGR escolhido dessa forma", disse o procurador Ramiro Rockenbach

Em protesto à indicação do PGR de Bolsonaro, procuradores renunciam ao comando do MPF O procurador-chefe de Sergipe, Ramiro Rockenbach de Almeida (Imagem: Jadilson Simões / Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe)

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - Em reação a indicação do subprocurador Augusto Aras para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), nome que estava fora da lista tríplice, levou dois procuradores escolhidos para comandar o Ministério Público Federal de Sergipe a renunciarem ao cargo em protesto. A informação é do jornal O Globo.

 

Em ofício enviado à PGR, nesta sexta-feira (6), o procurador Ramiro Rockenbach, que seria o procurador-chefe em Sergipe, e do procurador Flávio Pereira da Costa Matias, que seria o chefe substituto, eles afirmam que a escolha fora da lista representa um retrocesso.

 

 

Rockenbach diz que a lista tríplice é um processo "aberto, democrático e transparente" e um "legado pelo bem da nação brasileira".

 

"Mais grave que ignorar a lista tríplice, restou indicado um nome sob a justificativa de 'alinhamento'. Com a devida vênia, PGR não existe para se alinhar com governo algum, mas para exercer o controle dele, com base na Constituição, nas leis e em defesa do povo brasileiro", escreveu o procurador que reforça afirmando que Aras "não tem legitimidade para comandar o MPF" e que não deve ter colaboração da categoria, mas sim "resistência altiva e republicana".

 

"Não posso contribuir, em absolutamente nada, com um PGR escolhido dessa forma e com propósitos desconhecidos. Requeiro, então, a desistência formal de minha indicação, e de meu substituto, para a chefia do MPF em Sergipe", frisou.

Sobe Catracas

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