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Atualizado em 07/09/2019

Arthur diz que Guedes age por desconhecimento sobre a ZFM

Ministro da Economia afirmou durante palestra, em Fortaleza (CE), que modelo da Zona Franca é "antieconômico e mal feito"

Arthur diz que Guedes age por desconhecimento sobre a ZFM Prefeito diz que ministro age por desconhecimento sobre a Zona Franca de Manaus (Fotos – Alex Pazuello / Semcom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), declarou nesta sexta-feira (6/9), no encerramento do 1º Fórum de Cidades Amazônicas, que respeita o conhecimento econômico do ministro Paulo Guedes e que acredita que ele não tenha agido por má-fé, e sim por desconhecimento, ao declarar que a Zona Franca de Manaus é um modelo “antieconômico e tudo mal feito”.

 

O ministro da Economia comentou sobre a Zona Franca de Manaus em palestra para empresários e políticos em Fortaleza (CE), na última quinta-feira (5/9). “Ele [ministro Paulo Guedes] erra em relação à Amazônia, porque simplesmente não conhece a fundo a região na qual eu milito publicamente há 40 anos”, afirmou o prefeito de Manaus.

 

As declarações de Paulo Guedes foram dadas no Dia da Amazônia, momento em que, em Manaus, Virgílio reunia prefeitos e representantes dos municípios que compõem a Amazônia Legal Brasileira, no 1° Fórum de Cidade Amazônicas.

 

“Sei da formação sólida do ministro e da sua capacidade de interpretar os fatos que geram a vida econômica brasileira. Agora, em relação à Amazônia e à Zona Franca de Manaus, ele se equivoca. Porque ele simplesmente não conhece de perto o que se faz. Ele se louva em teorias superadas, antigas, de tempos que  passaram, que tentavam fazer passar por maquiagem um esforço que era de verdadeira industrialização”, ressaltou o prefeito Arthur Neto, citando como exemplo a empresa Moto Honda, lembrando que a fábrica tem cerca de 90% de agregação de valor nacional e local.

 

Para Arthur, não se pode imaginar que a Amazônia não desperte interesse do mundo, porque ela é o contraponto ao aquecimento global. “E não dá para governar o Brasil plenamente sem se perceber que a região mais estratégica, mais futurosa, mais valiosa, que pode render mais frutos sociais e econômicos, não só para os amazônidas, mas para todos os brasileiros, é precisamente a Amazônia. E dentro da Amazônia temos o Amazonas, que é o maior Estado de todos. E dentro do Amazonas, aquele instrumento que é criticado pelo ministro, é responsável pela manutenção dos 96% da floresta original em pé, que é o Polo Industrial da Zona Franca de Manaus”, defendeu.

 

O prefeito de Manaus disse, ainda, que aceita discutir novas matrizes econômicas para a região, mas que seja por parte das iniciativas dos amazônidas. “Nós conhecemos o que nós precisamos, que é o reforço aos nossos centros de pesquisa, a compreensão de que nossa floresta está em pé aqui e não no Sul do Pará. Por quê tanta devastação no Pará? Opção errada, opção equivocada, condenada pelo mundo que foi feita à revelia dos bons paraenses. Nós mantivemos a floresta em pé e isso é um grande serviço à humanidade e não dá para negar, para desligar o Polo Industrial de Manaus dessa conquista”, afirmou.

 

E reafirmando o respeito intelectual e pessoal ao ministro da Economia Paulo Guedes, Arthur Neto disse que “é preciso cair a ficha do Brasil. O Brasil tem que entender que a indústria automobilística é altamente incentivada e altamente poluente desde o presidente Juscelino Kubitschek. O Polo de Manaus é incentivado e não é poluente, pelo contrário, ele impede a poluição, ele não tem chaminés, ele impede o desmatamento. Sem ele, haveria um avanço sobre a floresta”, alertou.

Sobe Catracas

ANDERSON SOUSA, prefeito de Rio Preto da Eva

Tribunal Regional Federal, 1ª Região, anulou sentença que condenava ele à cassação por suposto desvio de recursos federais

Desce Catracas

HENDERSON PINTO, ex-presidente da Câmara de Santarém (PA)

Pagou mais de R$ 100 mil para empresa envolvida na Perfuga, por aluguel de carros, e é acusado de fraude em licitação de veículos