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Atualizado em 30/08/2019

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #Reforma, alerta nacional

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #Reforma, alerta nacional

Diante da aprovação da reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado lança alerta para a necessidade de corrigir/suprimir dispositivos da PEC 06/19, a seguir mencionados.

 

O art. 11 fixa em 14% a alíquota da contribuição previdenciária do servidor público, que será reduzida em relação a salários até R$ 3.000,00, e majorada em valores superiores a R$ 5.839,45, podendo sofrer acréscimo de até 8%. Ou seja, de forma progressiva, essa alíquota chegaria a 22%. Somem-se esses 22% aos 27,5% da alíquota máxima de Imposto de Renda, sem mencionar os impostos indiretos, e temos uma tributação em torno de 50% do salário. Um nítido caráter confiscatório que afronta o art. 150, inc. IV, da Constituição Federal.

 

Se as alíquotas progressivas já configuram confisco da remuneração dos servidores, os parágrafos 1º-B e 1º-C do art. 149 agravam mais ainda esse problema, uma vez que facultam ao governo instituir contribuição extraordinária para equacionamento de eventual déficit nos Regimes Próprios, o que poderá representar uma tributação superior a 50% dos salários.

 

A PEC faculta a majoração da base de cálculo no caso de aposentados e pensionistas, que atualmente já contribuem para a previdência sobre os valores que ultrapassam o teto do RGPS (R$ 5.839,45). Com efeito, o parágrafo 1º-A do art. 149 estabelece que as alíquotas ordinárias poderão incidir sobre o valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que superem o salário mínimo, quando houver déficit atuarial dos Regimes Próprios. Essa situação beira a crueldade, sobretudo quando se considera a inflação e os altos custos dos planos de saúde que já oneram os idosos.

 

Servidores que ingressaram até 2003 já estão em regra de transição, portanto, não é aceitável que se estabeleça nova regra de transição, sobretudo aquela extremamente gravosa constante do inc. IV do art. 20 que estabelece pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição restante na regra atual aplicável ao RPPS.

 

Fixar nova regra de transição para quem já está em transição seria o mesmo que uma corrida de obstáculos, com obstáculos móveis. Isso prenuncia uma disputa evitável nos tribunais, caso não sejam promovidas as correções. 

 

Para os servidores que ingressaram depois de 2003 e não aderiram ao Regime de Previdência Complementar, de acordo com o art. 26 da PEC 06/19, o cálculo da média remuneratória para fins de aposentadoria passa a considerar todas as remunerações adotadas como base para contribuições, ou seja, deixa-se de excluir 20% das menores remunerações, o que, em alguns casos, faz com o valor de aposentadoria sofra uma redução de até 40%.  

 

Isso vai distanciar o valor da aposentadoria do poder de compra do idoso dos anos que antecedem a inatividade, levando os servidores a postergarem a aposentadoria ou a trabalharem até a compulsória.

 

As novas regras do cálculo de pensão e a proibição de acumulação de mais de uma pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro, conforme estabelecem os artigos 23 e 24 concorrem para aviltar os benefícios dos pensionistas, criando dificuldades e constrangimentos aos mesmos.

 

   Por fim, o parágrafo 22, do art. 40, ao tempo em que veda a instituição de novos Regimes Próprios, faculta que lei complementar disponha sobre a extinção de Regimes Próprios, com consequente migração para o Regime Geral, criando insegurança jurídica para os atuais participantes, razão pela qual esse dispositivo deve ser suprimido na íntegra.

 

*Auditor fiscal e professor. E-mail: [email protected]

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