Quarta, 08 de julho de 2020

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Atualizado em 19/08/2019

Governadores da Amazônia Legal negociarão diretamente com países europeus

Governadores lamentam posições do governo Bolsonaro e suspensão de repasses de Alemanha e Noruega para o Fundo Amazônia

Governadores da Amazônia Legal negociarão diretamente com países europeus Governadores da Amazônia Legal negociarão diretamente com países europeus

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Governadores da Amazônia Legal reagiram aos desmatamentos sem controle na floresta e lamentaram que as políticas e declarações do governo brasileiro tenham provocado à paralisação de financiamentos internacionais.  

 

Em nota, divulgada neste domingo (18/08), o governador do Amapá, Waldez Góes, presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal - grupo composto pelos governos do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, disse que os governadores pretendem negociar diretamente com os países envolvidos.

 

“Nós, governadores da Amazônia Legal, somos defensores incondicionais do Fundo Amazônia”, diz a nota. Os governadores Helder Barbalho, do Pará e Wilson Lima, do Amazonas, já haviam se manifestado contrários as posições do presidente Bolsonaro sobre o Fundo.  

 

A reportagem do jornal O Globo destaca que "no último dia 10, a Alemanha anunciou a suspensão do financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia refletindo 'a grande preocupação com o aumento do desmatamento'. Cinco dias depois, o governo da Noruega também suspendeu repasses de 300 milhões de coroas norueguesas, o equivalente a R$ 133 milhões, que seriam destinados ao  Fundo Amazônia - em desacordo com a nova configuração dos comitês.

 

“Somos radicalmente contra qualquer prática ilegal de atividades econômicas na região. No âmbito de nossas atuações, estamos firmes e vigilantes no combate e punição aos que querem atuar fora da lei. Por isso, estamos cobrando do Governo Federal o combate e a punição das atividades ilegais”, diz a nota dos governadores.

 

A reportagem diz ainda que o bloco já informou ao presidente e às embaixadas da Noruega, Alemanha e França, que o consórcio 'estará dialogando diretamente com os países financiadores do Fundo'.

 

Também na Nota, segundo O GLOBO, os governadores da Amazônia legal querem que o ‘Banco da Amazônia passe a ser o gestor financeiro do Fundo, em razão da proximidade da instituição financeira com os Estados, já que o Banco da Amazônia possui sede em todas as unidades do bloco.’ 

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