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Atualizado em 08/08/2019

Órgãos estaduais discutem estratégias para combate às queimadas no AM

Órgãos definiram estratégias de atuação no combate às queimadas no sul do Amazonas e Região Metropolitana de Manaus

Órgãos estaduais discutem estratégias para combate às queimadas no AM Órgãos de inteligência, monitoramento e fiscalização do AM se reuniram nesta quarta (7). Foto: divulgação

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Órgãos estaduais de inteligência, monitoramento e fiscalização participaram de reunião para definir as estratégias de atuação no combate às queimadas e incêndios florestais no sul do Amazonas e Região Metropolitana de Manaus (RMM). O encontro foi realizado nesta quarta-feira (07/08), na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na capital.

 

O Governo do Estado, por meio da Sema e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), coordenam a elaboração e pactuação da proposta de plano de ação emergencial de prevenção e combate às queimadas nos municípios do Amazonas. A pauta principal foi a participação de cada instituição na operação do sul do estado.

 

A força-tarefa vai atuar em duas frentes: com ações de prevenção e combate. Participaram da reunião representantes dos Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente (Bifma) do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CMBAM), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Defesa Civil do Estado, Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Sema.

 

Os órgãos são membros também do Comitê Estadual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, Controle de Queimadas e Monitoramento da Qualidade do Ar, que realiza reuniões periódicas durante todo o ano e já está tendo atuação de combate às queimadas.

 

Redução do impacto ambiental

De acordo com o presidente do Ipaam, Juliano Valente, o objetivo é somar esforços nas ações. “O principal objetivo é reduzir os focos de queimadas no estado, não só reduzindo os efeitos do impacto ambiental, como também os efeitos colaterais na saúde e para os animais. Nós buscamos nesse encontro reunir vários órgãos, cada um com sua competência, para trabalharmos no combate, prevenção e educação ambiental. Todos esses fatores, somados, trazem como resultado a redução de focos de queimadas nesse período”, ressaltou.

 

A secretária executiva-adjunta da Sema, Christina Fischer, destacou que a articulação é importante para resultados mais eficientes na operação. “A Sema vem fazendo articulação não apenas com instituições estaduais, mas também com órgãos municipais e federais, o que é essencial tendo em vista que a maior concentração dos focos de calor está ocorrendo em áreas federais. Por meio desta atuação em conjunto, podemos ampliar o nosso impacto otimizando recursos”, disse.

 

Índice de queimadas - Na última sexta-feira (02/08), foi assinado decreto que declara situação de emergência no sul do estado e na RMM por conta do impacto negativo do desmatamento ilegal e queimadas não autorizadas.

 

Nos sete primeiros meses de 2019, o Amazonas registrou 1.699 focos de calor. O número é inferior ao mesmo período nos anos de 2016 e 2017, quando foram registrados, respectivamente, 2.221 e 1.784 focos. Do total detectado nos primeiros sete meses deste ano, o mês de julho, quando inicia o período de estiagem, contribuiu com 80,7%, com 1.372 focos de calor.

 

O município que lidera o ranking é Apuí, a 453 quilômetros de Manaus. Dos 1.699 focos detectados, 673 foram concentrados no município, sendo 623 no Projeto Assentamento (PA) do Juma e oito em Unidades de Conservação (UC) federais. Nenhum foco de calor foi registrado em terras indígenas ou UC gerenciadas pelo Governo do Estado no município.

 

Em seguida, até julho, figuram na lista dos dez municípios com mais focos de calor: Novo Aripuanã (152 focos), Lábrea (119), Manicoré (94), Canutama (71), Humaitá (54), Boca do Acre (32), Maués (30), Manacapuru (18) e Autazes (10).

 

Dos nove estados que integram a Amazônia Legal, o Amazonas foi o quarto nos índices dos que menos tiveram focos de calor em 2019. O Mato Grosso foi o que mais apresentou princípios de incêndio florestal, com 8.779 casos.

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