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Atualizado em 13/07/2019

Lançado em Santarém programa 'Família Acolhedora'; saiba como participar

O principal objetivo do acolhimento familiar é o retorno da criança e adolescente à família biológica.

Lançado em Santarém programa 'Família Acolhedora'; saiba como participar Lançamento do Programa Família Acolhedora — (Foto: Geisa Oliveira/Ascom Semtras/Divulgação)

Foi lançado oficialmente em Santarém, oeste do Pará, na manhã desta sexta-feira (12/7), o Programa Família Acolhedora, que possibilita o acolhimento provisório de crianças e adolescentes afastadas da família biológica por determinação judicial. O evento foi marcado por muita emoção e relatos de violações de diretos sofridas por crianças e adolescentes no município.

 

Pessoas a partir de 21 anos de idade, que se encaixem no perfil de acolhimento podem fazer o cadastro junto à Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras). As inscrições são gratuitas.

 

As famílias cadastradas passam por atendimento de equipe de referência que leva em consideração os seguintes requisitos:

  • Disponibilidade afetiva e emocional
  • Padrão saudável das relações de apego e desapego
  • Relações familiares e comunitárias saudáveis
  • Rotina familiar
  • Aptidão para o cuidado com crianças e adolescentes
  • Que todo grupo familiar esteja de acordo com a proposta de acolher.

 

“Para que a família possa participar do programa, é preciso antes de tudo, que ela se disponha, que ela tenha perfil de acolhimento, sabendo as condições que a criança vem nesse momento por determinação judicial. Ela precisa saber que ela vai receber aquela criança como um filho. Toda a família precisa estar de acordo para que esse acolhimento seja completo”, destacou a coordenadora do PFA, Altair Miranda.

 

O principal objetivo do acolhimento familiar é o retorno da criança e adolescente à família biológica. Durante o período de afastamento, todos os esforços são empreendidos para que os vínculos com a família biológica sejam mantidos. Os familiares recebem acompanhamento psicossocial para auxilio e superação das situações que levaram ao acolhimento.

 

Para a titular da Semtras, secretária Celsa Brito, o Programa Família Acolhedora vem somar às diversas ações realizadas pela rede de proteção em parceria com o município, para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

 

“Realmente é um dia de muita felicidade a gente poder estar implementando mais esse serviço para o nosso público. Infelizmente muitas situações de violação de direitos são vivenciadas no mundo. E no programa, as crianças estarão sendo encaminhadas para um ambiente adequado, com famílias que passaram por uma equipe de referência, proporcionando um momento menos traumático para elas”, disse Celsa Brito.

 

Presente no evento, a juíza da Infância e Juventude, Josineide Pamplona ressaltou que o grande desafio hoje, não é obter legislações que assegurem os direitos das crianças e dos adolescentes, mas sim políticas públicas que assegurem o cumprimento da legislação vigente.

 

Josineide disse ainda que programa vem ao encontro de um princípio do ECA que é a garantia à convivência familiar e a convivência comunitária, pois quando crianças e adolescentes sofrem alguma violação de direitos, e precisam ser retiradas da sua família natural, e as medidas devem ser urgentes.

 

"Por mais que nós tenhamos um abrigo com todo aparato para recebê-los, o próprio sistema de rotatividade não estabelecem vínculos como de uma família. Daí a importância da família acolhedora. Aqueles que aderem ao programa, vão exercer as funções materna e paterna, não para se colocar no lugar de pai e mãe, para suprir o afeto e garantir a segurança, porque essa criança pode voltar para a família de origem superadas às questões que a levaram para o local de proteção, ou para uma família substituta que a adote em caráter definitivo", frisou Josineide.

 

Para quem acolhe, o sentimento é de gratidão pela confiança e pelo privilégio de cuidar das crianças encaminhadas pelo programa. É o caso de Eliete Gama, que há cinco anos acolhe crianças vítimas de maus tratos, crimes sexuais ou abandono.

 

"É muito bom esse trabalho de acolher, sempre estou dando apoio às assistentes sociais e me sinto privilegiada de participar do programa. Uma vez acolhi uma menina de 9 anos, parece que ela nunca tinha tido infância. Na minha casa tem um igarapé e ela gostava muito de tomar banho de igarapé, parecia que ela estava na sua própria casa. Conversando com ela, descobri que na casa da avó dela tinha igarapé. O tempo passou e ela acabou sendo adotada pela avó e eu fiquei muito feliz", contou Eliete.

 

Com informações do G1 - PARÁ

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