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Atualizado em 04/07/2019

Em Nhamundá, 11 indígenas recebem certificados de magistério da Seduc-AM

Graduação fez parte do Projeto Pirayawara; professores atuarão em sete comunidades de Nhamundá

Em Nhamundá, 11 indígenas recebem certificados de magistério da Seduc-AM Esta foi a primeira formatura do programa em 2019. Foto: divulgação

DEAMAZÔNIA NHAMUNDÁ, AM - Onze indígenas das etnias Hixkaryana e Wai Wai receberam certificados de magistério pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), no município de Nhamundá, localizado a 375 quilômetros de Manaus. A graduação aconteceu no último dia 12 de junho e fez parte do Projeto Pirayawara, desenvolvido pela Gerência de Educação Escolar Indígena da Seduc-AM.

 

Esta foi a primeira formatura do programa em 2019. Até o final do ano, deverão ser habilitados ainda indígenas de outros oito municípios do Amazonas: Autazes, Humaitá, Parintins, Boca do Acre, Fonte Boa, Japurá, Juruá e São Gabriel da Cachoeira – este último está somente na espera da entrega dos certificados.

 

Com a graduação, alunos de 1º a 5º ano do Ensino Fundamental de sete comunidades indígenas de Nhamundá serão beneficiados. “Esses professores atuarão nas escolas indígenas dessas comunidades, sejam elas estaduais ou municipais”, revelou o gerente de Educação Escolar Indígena da Seduc-AM, Alcilei Vale.

 

De acordo com ele, o Projeto Pirayawara forma profissionais diferenciados que, dentre outras funções, têm o papel de fazer uma ponte entre a comunidade indígena e a não indígena.

 

“Para a questão da educação escolar indígena, ações como esse programa são de extrema importância, pois graduam professores que atuam como pesquisadores desse universo cultural da comunidade para a comunidade. Fortalecendo, assim, a identidade desses grupos e trabalhando a convivência com a sociedade envolvente ou não indígena”, completou Alcilei.

 

Pesquisa 

 O gerente de Educação Escolar Indígena da Seduc-AM destaca que o Pirayawara é uma iniciativa que valoriza a pesquisa. “Ele é todo feito por meio da pesquisa. Com isso, o professor adquire essa metodologia para aplicar em sala de aula”, explicou.

 

O programa, que possui nove etapas e um período de formação de quatro anos e meio, possui três produtos finais: a produção de um material didático, a construção de projetos político-pedagógicos e os trabalhos finais dos participantes.

 

“Eles escolhem um tema do dia a dia da sua comunidade para desenvolver. Desta forma, os futuros professores se tornam escritores da sua própria história”, concluiu Alcilei.

 

O gerente de Educação Escolar Indígena acredita que esses materiais didáticos podem ser utilizados inclusive em unidades de ensino não indígenas – desmistificando a ideia de “história contada a partir de um olhar egocêntrico”. “Espero que sirvam de incentivo para que outras escolas adotem esses materiais. É um ganho tremendo no que diz respeito à história indígena no Amazonas”, finalizou.

 

Sobre o Pirayawara 

O Projeto Pirayawara foi desenvolvido pela Seduc-AM com o objetivo de assegurar condições de acesso escolar à população indígena e prover o ensino básico conforme a Legislação Federal. Sua meta principal é garantir a esse grupo uma educação diferenciada, específica e intercultural.

 

Atualmente, o programa possui três vertentes: formação de professores indígenas inicial, formação continuada e formação de técnicos das secretarias estaduais.

 

Sobe Catracas

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É idealizador de projeto que criou Canal no Youtube para promover interação entre alunos e divulgar ideias inovadoras, em forma de ajuda

Desce Catracas

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Agremiação que propaga defesa da floresta e dos povos indígenas é omissa contra ataques do Governo Federal à Amazônia