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Atualizado em 11/06/2019

'Vão querer que a gente acredite em Plano Dubai? Brincadeira', diz Serafim Corrêa

Para Serafim, 'Plano Dubai' é brincadeira do Governo Bolsonaro com a ZFM

'Vão querer que a gente acredite em Plano Dubai? Brincadeira', diz Serafim Corrêa 'Plano Dubai' é brincadeira do Governo Bolsonaro com a ZFM, diz Serafim Corrêa (Foto: Marcelo Araújo)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) criticou, na manhã desta terça-feira (11), o projeto do Governo Federal batizado de “Plano Dubai”, que propõe novas matrizes econômicas para a região amazônica com o objetivo de por um fim nos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).

 

“Esse Plano Dubai sem antes se pensar em infraestrutura para a região amazônica é mais uma promessa. Então, o Governo Federal diz por um lado que não tem dinheiro para pagar o programa Bolsa Família neste mês e está dizendo que tem um Plano Dubai para fazer investimentos de bilhões de dólares aqui na Amazônia? Eles estão brincando com a gente, vão querer que a gente acredite nessa história? Brincadeira”, disse Serafim durante discurso.

 

'Plano Dubai' foi divulgado pela Folha de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (10/06), e reproduzido, imediatamente, pelo Portal DeAMAZÔNIAlogo em seguida

 

Reportagem da Folha de São Paulo revelou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) prepara, por meio da Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), um novo projeto que propõe diversificar a matriz econômica da região Norte com agronegócio, turismo e biotecnologia.

 

Segundo a reportagem, o projeto foi apelidado pelo titular da Sepec, Carlos da Costa, como “Plano Dubai”, por ser uma referência ao emirado que, no passado, previu o fim de suas reservas de petróleo e gás. O programa pretende estimular cinco polos econômicos: biofármacos, turismo, defesa, mineração e piscicultura.

 

Mas Serafim alerta, que sem superar as barreiras de infraestrutura impostas pelo excesso de burocracia, a região não terá viabilidade mínima para avançar em outras matrizes.

 

“O Brasil tem disposição para vencer as barreiras burocráticas que são imensas? Nós estamos há 35 anos tentando abrir a BR-319, são duas gerações e não conseguimos. Aqui não se consegue construir um porto novo por questões burocráticas. Ora, se nós não conseguimos nem sequer superar a burocracia, que dirá os recursos que são necessários para, por exemplo, levar uma extensão do Linhão de Tucuruí de Itacoatiara a Autazes, para poder viabilizar a silvinita. Então, tudo isso são bilhões de dólares a serem investidos e eu não creio que o Governo Federal tenha essa bala na agulha”, declarou o deputado.

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