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Atualizado em 06/06/2019

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO # Barata clamando por chinelada

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO # Barata clamando por chinelada Augusto Bernardo Cecílio

Os governadores dos estados quebrados devem estar adorando a ideia da inclusão de todas as unidades federativas na atual PEC da reforma da Previdência, até porque não terão que travar discussões junto aos seus eleitores. Agora, o que o resto do Brasil tem a ver com as gestões desastrosas e muitas vezes criminosas que empurraram vários estados brasileiros para o fundo do poço?

 

O medo é justificável. Lembra-se do "se votar não volta"? Pois é, o fracasso da proposta do Temer repercutiu nas urnas e a maioria dos congressistas que apoiavam a reforma não se reelegeu. E isso está valendo para a atual proposta e para os políticos.

 

O segundo ponto que abordo é a utilização dos participantes das manifestações pró-governo como se todos tivessem ido para pedir apoio para a dita reforma. Ora! Não imagino ver um trabalhador ou um servidor público balançando bandeira no sol quente de domingo para dar um tiro no próprio pé. Seria o mesmo que pedir ao patrão uma redução salarial ou extinção da aposentadoria.

 

Num linguajar simples, seria como ver uma barata implorando pra receber uma chinelada ou um porco pedindo pra virar bacon.

 

O terceiro ponto é a idolatria aos governantes. Tem gente que era contra a reforma de Temer e que agora defende ferrenhamente as propostas apresentadas. Em redes sociais é comum verificar pessoas se enfrentando e acabando com amizades, e familiares em confronto. Em grupos de Whatsapp, quem ousar discordar de certas ideias passa a ser encarado como inimigo, não patriota, comunista, não cristão.

 

Ser patriota não significa ter que concordar com tudo o que o seu mestre mandar. Acima de tudo estamos numa Democracia, onde discordar ou concordar fazem parte da convivência democrática. As eleições acabaram faz tempo e está passando a hora de promover um grande movimento de pacificação nacional, incluindo forças e correntes políticas diferentes, em prol unicamente do Brasil.

 

O tempo é implacável. São mais de cinco meses de governo de lá e nos estados, e a população quer saber o que mudou pra melhor na sua vida. Não basta só pensar se o dólar sobe ou baixa, queremos saber como andam a educação, a segurança, a saúde. É inoportuna e nada produtiva a implantação de confronto permanente entre o suposto “bem e o mal”, ou entre a “direita e a esquerda”, bem como o plantio de terrorismo na população e de notícias postadas de forma alarmista.

 

Outra coisa é a verdadeira guerra implantada nas redes sociais, com pessoas que parecem não trabalhar, que vivem produzindo material para destruir reputações, expor adversários e desqualificar ideias, críticas ou sugestões, práticas condenáveis que só fazem provocar ódio e desavenças, nada úteis para o Brasil. Não é disparando acusações ou taxando as pessoas que conseguirão isso.

 

Cito pequenos exemplos. Aliados só servem quando batem palmas. É o exemplo do presidente da Câmara, que bastou discordar de alguns aspectos para ser taxado de estrangeiro, por ter nascido no Chile, e receber uma enxurrada de postagens desqualificadoras, incluindo a afirmação de que ele não poderia exercer o cargo. Outro caso é a divisão entre nova e velha política. Para alguns, só os que se julgam encaixados na nova politica é que prestam. O resto não presta. Só o tempo dirá quem são os verdadeiros honestos.

 

Enfim, o fato de uma pessoa discordar da atual reforma da Previdência não significa que não goste do Brasil. O que deve ficar claro é que ao cidadão é dado o direito de expor suas ideias, mesmo que estas não agradem aos outros. Aqui, hoje, a liberdade ainda impera.

 

*O autor é auditor fiscal e professor*

Sobe Catracas

WILSON LIMA, governador do Amazonas

Anunciou que deixará a estrutura da saúde do Festival, pela primeira vez, para ficar em Parintins 

Desce Catracas

JARDEL VASCONCELOS, prefeito de Monte Alegre (PA)

Em nova ação, Justiça condenou ele a perda dos direitos políticos por três anos por suposta fraude em verba federal