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Atualizado em 15/05/2019

Justiça do Amazonas determina que cirurgiões voltem aos plantões 

Médicos paralisaram os trabalhos em unidades de saúde da rede estadual em Manaus, reivindicando pagamento de salários atrasados

Justiça do Amazonas determina que cirurgiões voltem aos plantões  Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus (Foto: Reprodução/Internet)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O juiz de direito da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leoney Figlioulo Harraquian, concedeu, na noite desta terça-feira (14/05), Tutela de Urgência em Caráter Antecedente, determinando a proibição pelo Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea) de paralisar os serviços de saúde nas unidades da rede estadual, decorrentes do contrato n. 06/2016.

 

A ação foi impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM), após a suspensão dos serviços no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) e no Hospital Adriano Jorge, por volta de 19h, desta segunda-feira (13/5). Médicos cirurgiões paralisaram os trabalhos em unidades da rede de saúde estadual em Manaus, reivindicando o pagamento de salários atrasados, durante a troca de plantão. 

 

Na ação, o juiz estipula multa diária de R$ 200 mil, até o limite de 20 dias, a ser arcada de forma solidária pelo Icea, representada por seu presidente José Francisco dos Santos,  e os plantonistas faltantes, mantendo as unidades de saúde em plena atividade para o atendimento regular da população, bem como se abstendo da prática de qualquer ato de embaraço ao regular funcionamento de tais órgãos essenciais. 

 

A decisão em caráter de urgência define, além da multa, detenção de 15 dias a 6 meses.  

 

Na ação, o Governo sustenta que não houve notificação prévia para que pudessem ser remanejados outros médicos para prestarem serviços de cirurgia geral  nos hospitais. Alega também que, apesar dos pagamentos de despesas de exercício anterior, bem como a regularização no pagamento do Icea, houve a determinação de suspensão dos serviços pactuados sem aviso prévio e sem justa causa, o que causa severos prejuízos aos cidadãos amazonenses.

 

"Fica claro que pela própria natureza do serviço o mesmo deve ser prestado de forma permanente e ininterrupta e que a assistência médica ou hospitalar é atividade essencial, inaudiável da comunidade, devendo no caso de motivada paralisação, garantir que não haja prejuízo ao atendimento mínimo a população". 

 

Durante a paralização, os SPAs ficaram sem cirurgiões no plantão, obrigando pacientes a procurarem outras unidades e a Susam a fazer um plano de contingência para a transferência dos mais graves, causando superlotação nas unidades com plantão normal. No 28 de Agosto os médicos também pararam por dois dias, ficando apenas dois profissionais para emergências. 

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