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Atualizado em 14/05/2019

Após cortes de verbas, ministro do MEC vai se explicar em plenário na Câmara

Ministro também será sabatinado na Comissão da Educação em requerimento de José Ricardo

Após cortes de verbas, ministro do MEC vai se explicar em plenário na Câmara Ministro da Educação, Abraham Weintraub, (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Devido à polêmica causada pelos cortes de verbas na educação, os deputados federais aprovaram na tarde desta terça-feira (14) a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para comparecer, nesta quarta-feira (15), durante a sessão plenária, da Câmara e prestar esclarecimentos sobre o corte de 30% no recurso das universidades federais.

 

Em uma articulação da oposição, central e também do líder do partido do presidente, o delegado  Waldir (PSL/GO), derrotaram o governo por 307 votos a favor 82 contra.

 

Weintraub será sabatinado nesta quarta (15), no mesmo dia de paralisação nacional em todo o país contra os cortes de verba na pasta que ele comanda. Para inflamar ainda mais o cabaré, hoje (14) o ministro declarou ao Jornal o Globo que não descarta novos cortes na educação caso a equipe econômica decida ampliar o bloqueio de recursos. O ministro voltou a associar o desbloqueio de verbas da Educação à aprovação da reforma da Previdência

 

José Ricardo apresentou no início de abril requerimento convocando o ministro de educação e o pedido foi aprovado na omissão de Educação (CE). A audiência pública para os esclarecimentos está agendada para acontecer também nesta quarta (15), às 10h, na sala da CE.

 

Para José Ricardo, é necessário esse esclarecimento, pois foram diversos editais publicados e anulados, como também várias manifestações polêmicas prejudicando a educação, no período do então ministro Ricardo Vélez. 

 

Além disso, o deputado do PT considera absurdo o presidente da República ainda anunciar a substituição de um ministro por outro que vem do setor financeiro, sem experiência alguma em gestão educacional.

 

Conforme divulgado pela imprensa, ele é economista, mestre em Administração pela FGV, professor da Unifesp, especialista em Previdência e que passou a maior parte da sua carreira no mercado financeiro, sendo 18 anos no Banco Votorantim, como economista-chefe e diretor, e sócio na Quest Investimentos, além de membro do comitê de Trading da BM&FBovespa.

 

“As políticas de educação precisam ser ampliadas. Mas nesse novo Governo as consequências nessa área já são desastrosas, num curto período de três meses. Por isso, é necessária e urgente a vinda do ministro da Educação à Câmara, para esclarecer como irá superar os desafios para os problemas da educação brasileira”, completou José Ricardo.

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