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Atualizado em 14/05/2019

Professores do AM mantêm greve, fazem contraproposta e pedem apoio de deputados

Greve completa 30 dias nesta quarta (15); Confira as novas propostas da categoria

Professores do AM mantêm greve, fazem contraproposta e pedem apoio de deputados Foi realizada assembleia, nesta terça-feira (14/5) em frente a ALE-AM (Foto: Divulgação/Sinteam)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) rejeitou a contraproposta do Governo de 4,73% de reajuste salarial, aumento do auxílio-localidade e vale-alimentação e decidiu manter a greve geral em todo o estado.

 

A decisão foi tomada em assembleia, realizada nesta terça-feira (14/5) pela manhã em frente a Assembleia Legislativa do Estado. Na ALE-AM o comando de greve pediu o apoio dos deputados para intermediar, mais uma vez, a negociação com o governo do Estado. Nesta quarta-feira (15/5), a greve completa 30 dias.

 

Os professores apresentaram ainda uma nova contraproposta, com reposição escalonada de 10,6% referentes às perdas do período de março de 2018 a janeiro de 2019 e reposição imediata de 4,73%, dentre outras reivindicações.

 

De acordo com o Sinteam o governador Wilson Lima (PSC) “rompeu de forma unilateral a mesa de negociação”. Nesta segunda-feira (13/5), professores demonstraram indignação com a declaração do governador de que a greve possuía “viés político”.

 

O governador encaminhou, nesta segunda (13) à ALE-AM, Projeto de Lei com a reposição salarial de 4,73% da data-base dos profissionais da educação. Wilson destacou ainda que o Estado chegou ao limite máximo do que pode oferecer à categoria em 2019, sob pena de comprometer todo o funcionalismo público. 

 

Conforme a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, a categoria está com uma nova proposta, mas, para isso, a mesa de negociação precisa ser reaberta. “Ele [governador] diz que está preocupado com os alunos sem aula. Se estivesse preocupado mesmo, não encerraria as negociações e atendia às nossas reivindicações”, declarou.

 

CONFIRA A NOVA PROPOSTA DOS PROFESSORES

Depois de reunir a base em assembleias zonais, o comando de greve do SINTEAM elaborou uma proposta a ser encaminhada ao governo. O documento foi entregue aos deputados na ALE/AM também.

Entre os pontos de pauta, estão:

  • Reposição imediata de 4,73%

 

  • Reposição escalonada de 10,6% referentes às perdas do período de março de 2018 a janeiro de 2019, provados e reconhecidos pelo governo do estado, mediante estudo e futura compatibilidade orçamentária para o ano de 2019;

 

  • Concessão imediata das progressões horizontais (por tempo de serviço) a 16 mil servidores, com o compromisso de aperfeiçoar o sistema de concessão da progressão e reduzir o tempo de concessão de 4 para 3 anos, de forma automática, assim como aumentar o percentual financeiro de 2% para 5% de cada migração de referência;

 

  • Concessão imediata das progressões verticais (por titulação) a 1,7 mil servidores nos seguintes percentuais: 12% para especialistas, 50% mestres e 55% doutores;

 

  • Reajuste imediato do auxílio-localidade nos seguires valores:  R$ 100 para servidores da sede dos municípios e R$ 150 para os que atuam nas zonas rurais dos municípios. O governo também deve estabelecer medidas de recomposição periódica dos valores do auxílio-localidade por datas de performance, mediante compatibilidade financeira;

 

  • Concessão imediata do vale-transporte para os servidores da educação com carga horária de 40 e 60 horas, por CPF, que exercem suas funções em Manaus;

 

  • Acréscimo imediato de 30% no valor do auxílio-alimentação, com o compromisso de corrigir distorções existentes entre valor e turno de trabalho exercidos;

 

  • Revisar o plano de saúde Hapvida com a extensão do atendimento e estrutura médico-hospitalar a todos os municípios do interior do Estado e extensão do plano para os servidores inativos da educação, em que a contrapartida financeira seja dada pela AmazonPrev;

 

  • Recompor a comissão de estudo do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações da Educação, com a garantia de permanência de representantes da comissão e membros do comando de greve;

 

  • Desistir da ação judicial que penaliza em multa ao sindicato e aplicação de faltas para os trabalhadores em greve

 

  • Estabelecer um calendário especial único de reposição das aulas em que todos os servidores da educação realizem a reposição integral dos dias e tempos de aula suspensos durante a vigência da greve. O calendário proposto deve ser aprovado pelo Conselho Estadual de Educação.

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