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Atualizado em 13/05/2019

Na ALE/AM, Omar destaca pontos que devem ser retirados da reforma da Previdência

Para o senador a idade da mulher, professores, policiais, aposentadoria rural e BPC devem ser protegidos

Na ALE/AM, Omar destaca pontos que devem ser retirados da reforma da Previdência Senador Omar Aziz, com Dermilson Chagas e Marcelo Ramos (Fotos: Márcio Gleyson)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM -  Na manhã desta segunda-feira (13/05), o senador Omar Aziz (PSD), que preside a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), esteve na Assembléia Legislativa do Estado (ALE/AM) pra discutir a Reforma da Previdência com parlamentares estaduais do Amazonas, membros da sociedade civil organizada. Evento contou com a presença do deputado federal Marcelo Ramos (PR), que é o presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados. O autor e mediador da audiência pública, foi deputado estadual Dermilson Chagas.

 

Na oportunidade o senador amazonense aproveitou para destacar os pontos que ele considera que devem ser retirados da Reforma: idade da mulher, professores, policiais, aposentadoria rural e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Além disso, destacou a necessidade de despolitizar a discussão da Reforma da Previdência. Segundo Aziz a questão é tratada desde o governo FHC e a opinião sobre o tema muda de acordo com a posição (governo ou oposição) que cada grupo ocupa no momento em que a pauta é levantada.

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O senador destacou ainda a necessidade de diversificar a Zona Franca para gerar mais emprego: “ Quando eu digo diversificar é sair só desses três seguimentos que nós temos aqui: pólo de duas rodas, eletroeletrônico e de informática. Tem uma série de coisas que podemos fazer aqui: Cosméticos, alimentícios, calçado”, falou o senador.

 

Para ele, é preciso também pensar os próximos anos e modernizar a economia para garantir o futuro das próximas gerações amazonenses: “hoje o maior comércio que nós temos no Brasil é a internet. Você compra qualquer coisa por aplicativo. Isso coloca o comércio da Zona Franca em muita dificuldade. Então precisamos nos modernizar e pensar os próximos anos”, finalizou o senador Amazonense.

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COMISSÃO ESPECIAL

O deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM) garantiu que em concenso entre os membros da Comissão Especial, que alguns pontos da reforma, não deverão ser aprovados como as regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural.

 

 “Na manutenção atual, no valor de um salário mínimo, o BPC é pago aos idosos de baixa renda a partir dos 65 anos. A proposta da reforma prevê a redução do valor para R$ 400, com pagamento a partir de 60 anos, atingindo o salário mínimo somente a partir dos 70 anos. Não mudaremos as regras do BPC, pois, não tem natureza previdenciária, sem contribuição e sim de assistência social. E também não passará alteração da aposentadoria rural, usufruída pelos agricultores e pescadores, esse é o nosso compromisso”, afirmou.

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Com relação aos professores, Marcelo disse que existe também uma proposta em que aumenta a idade mínima das professoras mulheres em 10 anos, sem regra de transição, passando de 50 para 60 anos. “Não vamos aceitar qualquer mudança”, disse.  Marcelo ainda defendeu a exclusão das reformas previdenciárias de estados e municípios.

 

228 MIL BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS

Dermilson Chagas se diz ter ficado muito satisfeito com o posicionamento e compromisso do deputado federal Marcelo Ramos e do senador Omar aziz sobre a reforma da previdência e defendeu uma diminuição do encargo tributário para o empresário para que realmente haja geração de emprego e renda. 

 

Sobre o produtor rural, pescador e outras categorias, Dermilson acredita que houve uma tranquilidade após os esclarecimentos de Marcelo e Omar. “Trouxemos a calma para vários segmentos, como o pessoal do BPC, sindicato dos trabalhadores rurais, entre outras categorias que se mostraram preocupados com a reforma. No amazonas, temos 228 mil benefícios previdenciário, só rural 108 mil, urbanos 116 mil. Então, quando é proposto uma reforma como essa, é preciso saber quem estamos atingindo. Que fique claro, que se depender da nossa bancada, esses benefícios não serão mexidos”, indagou.

Fotos: Márcio Gleyson

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