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Atualizado em 29/04/2019

MILTON CÓRDOVA | A atual História Política do Brasil contada em fábulas: O Lobo e o Lenhador

MILTON CÓRDOVA | A atual História Política do Brasil contada em fábulas: O Lobo e o Lenhador Milton Córdova Júnior

Era uma vez um lenhador viúvo que morava em uma humilde casa na floresta, com seu filho ainda de colo. Todos os dias o lenhador saía cedo para cortar lenha e caçar coelhos, enquanto que o filho ficava sozinho no berço. Ele voltava muito tarde, com a lenha e os coelhos. Depois de alimentar o bebê e estando também satisfeito, o lenhador colocava os restos da comida na esquina da casa, para alimentar um lobo muito manso que vivia nas redondezas.

 

Com o passar do tempo, o lobo acabou conquistando a simpatia e confiança do lenhador. Ele já não parecia tão selvagem. Deixava-se acariciar, tal qual um cachorro, e gostava de dormir na varanda da pequena casa. Os vizinhos lhe advertiam: "É muito perigoso criar um lobo. São animais imprevisíveis...". Mas o lenhador conhecia o seu amigo, e tinha certeza de que ele jamais seria capaz de atacar alguém. Era um lobo diferente, especial.

 

Sempre que saía para trabalhar era a mesma coisa... "Você é louco de deixar seu filho aí, sozinho, com essa fera por perto"... “ele pode comer o seu filho”...”Não confia”...

 

Mas o homem dava de ombros. Quando voltava, seu filho sempre estava bem, e o lobo na varanda, pulando de alegria pela chegada do dono. Mas um dia, o pior aconteceu.

 

O lenhador voltava da caça, com alguns coelhos nas costas, quando encontrou a porta de sua casa aberta. Na varanda, o lobo... Com a boca encharcada de sangue. O lenhador sentiu o coração gelar. Rapidamente as vozes dos vizinhos voltaram à sua mente. Como ele tinha sido tão tolo a ponto de confiar num lobo? Trêmulo de ódio e sem pensar duas vezes, o lenhador apontou sua espingarda para o lobo e disparou um tiro certeiro. Era bom de tiro. O animal gemeu, com uma dor sentida, e caiu morto na varanda.

 

Com lágrimas nos olhos, o lenhador entrou em casa o mais rápido possível, numa tentativa desesperada de salvar seu filho. Quando chegou ao quarto, a criança estava dormindo tranquilamente no berço. Logo embaixo do berço, no chão, uma enorme serpente venenosa jazia morta, estraçalhada.

 

E todos foram infelizes para sempre. 

 

Fim.

 

 (Substituindo “lenhador” por “Jair Bolsonaro”; substituindo “lobo” por “Hamilton Mourão”; substituindo “filho”, “bebê” ou “criança” por “Governo”; substituindo “vizinhos” por ... (aqui, caro leitor, use a sua inteligência pois a lista é vasta) e, finalmente, substituindo “serpente venenosa” por “crises”, temos a exata e contemporânea história política do Brasil contada em fábula. Eventuais semelhanças não são meras coincidências.)

 

*O autor é advogado*

Sobe Catracas

ADRIANE GISELE SÁ, professora da rede municipal de Santarém (PA)

Vencedora do Prêmios 'Professores do Brasil' vai ao Canadá, representar o Pará em evento com demais ganhadores 

Desce Catracas

IVON RATES, prefeito de Envira/AM

Prefeito recebeu R$ 14 milhões do Estado para asfaltar ruas, não realizou obras e Justiça determinou pavimentação imediata