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Atualizado em 08/04/2019

TJAM realiza mutirões de audiências em Comarcas do interior

Em Rio Preto da Eva, TJAM abriu projeto Execução da Meta 3; outras 19 Comarcas do terão mutirão de audiências de conciliação

TJAM realiza mutirões de audiências em Comarcas do interior presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Yedo Simões de Oliveira participou da abertura do projeto, em Rio Preto da Eva. Foto: divulgação

DEAMAZÔNIA RIO PRETO DA EVA, AM - O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Yedo Simões de Oliveira, participou na última sexta-feira (5) do encerramento do mutirão de audiências de conciliação realizado na Comarca de Rio Preto da Eva esta semana. O mutirão marcou a abertura do projeto "Execução da Meta 3 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)", que será desenvolvido nos próximos meses nas Comarcas do interior do Estado.

 

 

Com a Meta 3, neste ano de 2019, o CNJ mobiliza os  Tribunais Estaduais a aumentar o indicador “Índice de Conciliação” do Justiça em Números, em dois pontos percentuais, em relação ao ano anterior (2018). Nos próximos seis meses o TJAM vai percorrer 19 Comarcas e movimentar mais de 18.000 mil processos com este objetivo. Na abertura do projeto, a Vara Única de Rio Preto da Eva pautou 200 audiências que foram distribuídas em três dias de mutirão, iniciado na última quarta-feira (dia 3) e concluído nesta sexta.

 

O presidente Yedo Simões disse que se sente satisfeito em poder realizar um projeto que encontra eco na sociedade, porque promove a paz social. Ele frisou que o empenho dos magistrados e servidores é determinante para o cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça. “Com certeza, quando terminarmos o trabalho de conciliação previsto neste projeto, que é ambicioso, teremos um reflexo positivo na sociedade, pois a conciliação é  indutora da paz social. Na conciliação não há ganhador ou perdedor, e sim, justiça”, disse o presidente.

 

O coordenador do Núcleo Permanente Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec/TJAM), juiz Gildo Alves de Carvalho, afirmou que se sente motivado em poder coordenar os mutirões que serão realizados no interior e que este início de trabalho em Rio Preto, o fez sentir-se como se estivesse iniciando a carreira de magistrado. “Na verdade, o que nos motiva e  que todos os dias nos faz ter vontade de viver é ter algum sonho que se consiga realizar coletivamente. A experiência de ter passado três dias em Rio Preto da Eva renovou toda a inspiração e a vontade de servir diretamente a população”, disse o magistrado.

 

O titular da Vara Única de Rio Preto da Eva, juiz Carlos Henrique Jardim da Silva explicou que, na Comarca, a programação teve como objetivo dar celeridade às demandas relacionadas ao Direito de Família e dar cumprimento à Meta 3 do CNJ, pela qual os Tribunais de Justiça são mobilizados para impulsionar a prática da conciliação como método alternativo para a resolução de conflitos. Segundo ele, abrir a Execução da Meta 3 em Rio Preto da Eva foi motivo de satisfação. “Conseguimos pautar 200 audiências e com isso pudemos iniciar esse projeto que vai se expandir para outras Comarcas do interior do Amazonas”, disse o magistrado.

 

Solenidade prestigiada

Também prestigiaram a solenidade de abertura do projeto Execução da Meta 3 os desembargadores Elci Simões de Oliveira e Délcio Santos; os juízes auxiliares da presidência da Corte Estadual Luís Márcio Albuquerque e Alexandre Novaes; e os juízes Fábio Lopes Alfaia e Gonçalo Brandão de Sousa; a promotora de justiça Carla Santos Guedes Gonzaga e o defensor público Antônio Cavalcante.

 

A promotora Carla Gonzaga destacou que o Ministério Público vê com bons olhos a iniciativa do Tribunal de Justiça do Amazonas em pautar mutirões de conciliação em Comarcas do interior do Amazonas. “O Ministério Público entende que é louvável a mediação de conflitos, porque vemos pessoas humildes tendo seus problemas resolvidos”, disse a promotora.

 

O defensor público Antônio Cavalcante afirmou que a Defensoria Pública do Estado do Amazonas trabalha em parceria com o TJAM e o Ministério Público no sentido de ver os conflitos mediados e com bons resultados. “Vamos ter um trabalho intenso nesse período em que acontecerão os mutirões. Mas isso é animador porque o papel da defensoria é estar ao lado dos mais necessitados”, disse o defensor.

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