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Atualizado em 02/04/2019

CARLOS SANTIAGO #A década perdida e o brincante

CARLOS SANTIAGO #A década perdida e o brincante Carlos Santiago.

O período de 2011 a 2020 será a década perdida para a economia brasileira, com crescimento médio de apenas 0,9% ao ano, um desempenho econômico pior do que os registrados nos anos 1980, quando o Produto Interno Bruto avançou em média 1,6% ao ano, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso eleva ainda mais as responsabilidades dos novos dirigentes do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e das lideranças sociais a buscarem saídas para a crise econômica que tem reflexo no social e nas instituições.

 

Atualmente, o país vivencia uma nova crise, iniciada no ano de 2014. Essa crise é refletida na redução da riqueza produzida no país. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2017), no ano de início da crise, o registro de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foi na ordem de 0,5%, bem abaixo do índice de 3,0% do ano de 2013. No período de 2015, houve uma queda acentuada de 3,8% em relação ao ano anterior, sendo o pior resultado desde 1990. Em 2016, o recuo foi de 3,6% do PIB, consagrando assim a pior recessão da história do Brasil.

 

A queda do PIB aconteceu em todos os Estados da Federação. Numa análise comparativa entre 2014 e 2015, os piores indicadores de decréscimo ficaram com os Estados do Amapá (-5,5%), do Amazonas (-5,4%) e do Rio Grande do Sul (-4,6%). O Amazonas, além de uma queda de - 5,4% do PIB, ainda teve uma perda na participação na riqueza nacional, caindo de 1,5% para 1,4%.

 

A crise econômica atinge a empregabilidade. De acordo com o IBGE (2017), entre os anos de 2014 a 2017, foram 6,5 milhões de desempregados a mais no país, alcançando 13,2 milhões de pessoas, um crescimento de 96,2%. Esse cenário trouxe forte reflexo na renda das famílias e no consumo, além de uma enorme queda na arrecadação pública.
Ainda em 2015, no Amazonas, a produção física na indústria apresentou um recuo de 17,3%, sendo sentido negativamente na geração de emprego, havendo uma redução de (-24,98%) de empregos, em comparação ao ano de 2014, revelando ainda um declínio de 2, 64% na quantidade de empresas do Polo industrial de Manaus.

 

A dívida pública (contraída pelo governo com entidades financeiras ou pessoas da sociedade para financiar parte de seus gastos que não são cobertos com a arrecadação de impostos ou alcançar alguns objetivos de gestão econômica) deverá ultrapassar 80% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2020, quase o dobro da média dos países emergentes, de (48,3%) do PIB.

 

Nesse cenário trágico, o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente da República foram eleitos para buscar soluções aos problemas econômicos, políticos e sociais. No entanto, eles estão utilizando as redes sociais para saber quem é o mais “brincante”, pois se negam a governar e articular um pacto político para aprovar reformas econômicas e políticas. Nessa “brincadeira”, participa também o presidente do Supremo Tribunal Federal que escolheu a fake news como a grande inimiga da República.

O autor é sociólogo, snalista político e advogado

Sobe Catracas

CAROL ALVES, fisiculturista

Atleta amazonense conquistou 4º lugar no Campeonato Internacional de Fisiculturismo Toronto Pro Show, no Canadá

Desce Catracas

NIVALDO AQUINO, presidente da Câmara de Óbidos (PA)

Ele e outro vereador foram denunciados no MPPA por serem os mandantes de perfuração de poços clandestinos, sem licença ambiental