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Atualizado em 19/03/2019

Terra Santa recebeu R$ 44 milhões de royalties da bauxita em cinco anos

Mesmo com o pagamento milionário, população do município sofre com falta de infraestrutura e caos na saúde

Terra Santa recebeu R$ 44 milhões de royalties da bauxita em cinco anos O pagamento de royalties é a compensação financeira pela exploração do minério que existe no subsolo do município

DEAMAZÔNIA TERRA SANTA, PA - A Mineração Rio do Norte pagou quase R$ 44 milhões de reais ao prefeito de Terra Santa, Doca Albuquerque, durante 2014 e março de 2019, por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

 

O pagamento de royalties é a compensação financeira pela exploração do minério que existe no subsolo do município, no extremo oeste do Pará, na divisa com o Amazonas.

 

Conforme está previsto em lei, estes recursos da CFEM só podem ser aplicados em benefícios como infraestrutura, investimentos em saúde e educação e qualidade ambiental, o que segundo os moradores do município, não foi feito pela Prefeitura Municipal.

 

No entanto, em Terra Santa, a população continua sofrendo com falta de infraestrutura, com ruas esburacadas, uma cidade entregue ao abandono e prédios escolares precisando de reforma.

 

O setor da saúde também está um caos. Faltam médicos e remédios. No hospital da cidade, por exemplo, há apenas uma banheira para atender todos os recém nascidos. O hospital também não tem ambulância.

 

A MRN, com uma das maiores produções mundiais, tem capacidade de extração de cerca de 18 milhões de toneladas de bauxita por ano, contribuindo para colocar o Brasil como terceiro maior produtor do minério, atrás apenas da Austrália e China, de acordo com o serviço de pesquisa geológica dos Estados Unidos.

Sobe Catracas

PAULO CARVALHO, procurador de Justiça

Foi nomeado titular da Corregedoria da Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM), pelo governador Wilson Lima, para o biênio 2019-2021

Desce Catracas

MANO DADAI, vereador de Santarém (PA)

Justiça condenou ele a perda do mandato e oito anos de prisão, na Operação Perfuga, por associação criminosa e peculato