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Atualizado em 13/03/2019

Calote da Prefeitura de Rio Preto no Bradesco deixa servidores com nomes sujos

EMPRÉSTIMO CONSIGNADO | Bradesco denunciou Anderson Sousa de ‘calote’ ao TCE

Calote da Prefeitura de Rio Preto no Bradesco deixa servidores com nomes sujos Prefeitura de Rio Preto da Eva acusada de dar calote no Bradesco (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Se o Ministério Público do Amazonas precisava de argumentos para pedir a prisão do prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Sousa (PROS), agora já teria um motivo.

 

O Banco do Bradesco denunciou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), nesta terça-feira (12), o prefeito Anderson Sousa, por um calote de R$ 124,9 mil, referente a descontos na folha de pagamento dos servidores municipais que realizaram empréstimos consignados, e o dinheiro não foi repassado a agência bancária. Este ato, no serviço público, configura crime de Apropriação Indébita ( Artigo. 168 do Código Pena - apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção).

 

O calote foi divulgado em matéria do jornal A CRÍTICA, seu site eletrônico. LEIA AQUI Bradesco denuncia calote de R$ 646, 6 MIL das prefeituras de Rio Preto e Pauini 

 

O Bradesco pede o ressarcimento do valor, com juros e correção monetária, em caráter de urgência. Por meio de representação, o banco pediu ao TCE-AM, em caráter de urgência, o ressarcimento dos repasses.

 

A entidade financeira narra que foi firmado convênio com a prefeitura para concessão de empréstimos aos servidores municipais, com respectivo desconto na folha de pagamento e previsão de data máxima para o repasse até o décimo dia do mês subsequente.

 

De acordo com A CRÍTICA, o banco diz na representação ao TCE, que apesar do desconto nas folhas de pagamento dos servidores, os valores não foram repassados. O Bradesco suspendeu novas autorizações para os empréstimos consignados, porém a inadimplência continua. “Ressalta-se ainda que não há informações sobre a destinação dos valores descontados dos servidores que deveriam ter sido repassados ao Bradesco, ofendendo diversos princípios regentes da Administração Pública”, diz a denuncia do Bradesco.

 

Sem repasse dos valores da Prefeitura, os servidores municipais ficam com seus nomes sujos no SPC e Serasa.

 

O vereador cabo Marcelo Santos tem feito inúmeras denuncias aos órgãos de controle do Estado e Federal por suposto crime de apropriação indébita praticado pelo prefeito de Rio Preto. Além dos empréstimos consignados, Anderson também é acusado de descontar na folha de pagamento dos funcionários e não repassar os valores a previdência municipal (apropriação indébita previdenciária, artigo 168-A, do Código Penal). O rombo estimado no fundo é de R$ 2 milhões.

 

Informações obtidas pelo Portal DeAMAZÔNIA dão contas de que a Caixa Econômica Federal enfrenta o mesmo calote semelhante ao Bradesco. 

 

A presidente do TCE, Yara Lins, concedeu o prazo de cinco dias para que Anderson se manifeste contra a denuncia da agância bancária.

 

A prática de calote da Prefeitura de Rio Preto da Eva nos bancos é recorrente em várias gestões. Os ex-prefeitos Ricardo Chagas e Ernani Santiago também descontavam em folha e não repassavam aos bancos.

 

Contactada, a assessoria do prefeito Anderson Sousa não deu retorno para falar sobre a denúncia de calote do Bradesco ao TCE-AM. 

 

PAUINÍ

A prefeita de Pauini, Eliana Amorim, também foi denunciada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) por dívida de empréstimos consignados concedidos a funcionários públicos. O valor descontado dos funcionários e não repassado pela Prefeitura ao Bradesco seria de R$ 521,9 mil.

 

Sobe Catracas

BEATRIZ RODRIGUES, tenista amazonense

Tenista de apenas 9 anos, foi homenageada na Aleam por representar o AM em competições nacionais e internacionais 

Desce Catracas

FRANCISCO SANTOS, ex-prefeito de Carauari

TCE-AM multou ele em R$ 6,2 milhões e reprovou as contas da Prefeitura por mais de 20 irregularidades