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Atualizado em 12/10/2017

JANGUIÊ DINIZ #Brain drain no Brasil

JANGUIÊ DINIZ   #Brain drain no Brasil

Brain Drain é o termo em inglês utilizado para fazer referência à fuga de capital humano ou fuga de cérebros. De uma forma clara, seria a emigração em massa de indivíduos com aptidões técnicas ou de conhecimentos, normalmente devido a fatores como falta de oportunidade, riscos à saúde e instabilidade política nos países.

 

Os Estados Unidos, por exemplo, são grandes captadores de cérebros mesmo tendo um grande número deles em seu território. A atração de cientistas pelo país é decorrente das oportunidades de melhor remuneração, benefícios e reconhecimento, além da oportunidade de desenvolver pesquisas, tecnologias e etc. 

 

O que isso significa para o país que perde esses cérebros? Ele perde um grande potencial de inovações, que serão desenvolvidas por seus trabalhadores, mas para uma outra nação. No Brasil, os obstáculos para a prática da ciência impulsionaram o brain drain. Em 2015, 49.735 pesquisadores deixaram o Brasil rumo a universidades estrangeiras, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

 

Vale ressaltar que esse alto número foi decorrente de um estímulo ao intercâmbio científico, difundido pelo governo como estratégia, mas que fez os profissionais esbarrarem em condições totalmente favoráveis, como laboratórios de ponta, e não mais retornarem ao Brasil. Os pesados cortes de recursos para a área de ciência e tecnologia feitos pelo governo federal estão levando a produção científica brasileira a um estado caótico, com a interrupção de pesquisas e aceleração do êxodo de cérebros que não pode ser substituída a curto prazo. 

 

O problema afeta, também, os mais jovens, que enxergam a ciência como uma profissão complicada por uma desvalorização governamental. Além disso, o Brasil tem inúmeros desafios para vencer com o auxílio das pesquisas: conhecemos apenas 5% da nossa biodiversidade e a exploração desses sistemas de forma sustentável pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos e produtos de alto poder agregado.

 

O Brasil ocupa o 69º lugar no Índice Global de Inovação. Em 2017, o corte no orçamento do Ministério de Ciências e Tecnologia, de R$ 5,8 bilhões para R$ 3,2 bilhões em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) chamou atenção internacional. A decisão contrasta com o pensamento desenvolvimentista de países como China, EUA, Israel e Coreia do Sul, que, em época de crise, aumentaram o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Isso significa dizer que esses países entendem que o investimento em pesquisa é a melhor maneira de sair da crise de forma sustentável. 

 

Claro que nós conhecemos os problemas que historicamente têm assolado nosso país, e precisamos atender as necessidades básicas da população. Entretanto, é preciso priorizar investimento em desenvolvimento científico e tecnológico no afã de tirarmos o nosso país deste marasmo e evitar a fuga de nossas melhoras cabeças.

 

*O autor é  Reitor da UNINASSAU ( Centro Universitário Maurício de Nassau); é Mestre e Doutor em Direito e Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional  janguie@sereducacional.com

 

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